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CASAL DOA R$ 1 MILHÃO PARA A UEL. E VOCÊ?

por Marcelo Frazão
Imagem: COM/UEL

Londrina – Celeiro do melhor em ciência e ensino, perseguida pelo governo que deveria mantê-la, desprezada por parte da sociedade que a vê como palco de lutinha direita/esquerda – ao mesmo tempo obsoleta, desanimada e surrada – a nossa Universidade Estadual de Londrina (UEL) fez 46 aos e foi surpreendida pelo casal Yoshii, proprietários da construtora A.Yoshii.

(E a gente nem deu parabéns para a UEL direito!)

Convidados para plantar uma peroba na comemoração do aniversário da UEL, logo após conversarem com a professora aposentada da UEL, Estela Okabayashi Fuzii – 1ª filha de japoneses nascidos em Londrina – o casal deu a notícia espantosa.

Kimiko e Atsushi doaram R$ 1 milhão para a instituição. O único desejo: que parte do dinheiro seja usado para adquirir um piano de cauda para o Teatro Ouro Verde.

Kimiko fez dois cursos na UEL e pós-graduações. Como qualquer ex-estudante, sente-se em dívida eterna.

Vale lembrar que o casal já havia sido doador, em 1997,do prédio onde estão a Agência de Inovação Tecnológica (AINTEC) e a incubadora INTUEL – primeira de Londrina.

Vinte anos depois do prédio pronto, a AINTEC é um importante impulso para inovações, pesquisas e soluções em muitas áreas do mercado. Você já viu algumas startups e empresas incubadas aqui no Tp1.

A rádio UEL FM (107,9 Mhz) captou uma declaração do casal durante a cerimônia na instituição, quarta-feira (11), quando o anúncio foi feito.

Ouça aqui:

 

Outra boa notícia para a UEL nessa semana foi a fundação da Associação dos ex-alunos da UEL, a ALUMNI (calma, é só ex-alunos em latim).

A ideia da associação é reconectar os mais de 74 mil alunos que saíram de lá e estão espalhados pelo país e pelo mundão.

Já tem bastante gente anônima por aí que dá suporte para a UEL de várias formas – em trabalho voluntário, em colaboração com alunos, com laboratórios, com dinheiro.

Mas tudo bastante difuso, desconcentrado… Desconhecemos o volume das colaborações e precisamos entender como turbinar a universidade a partir do que nos tornamos ao ser parte dela.

Confessa: pode ir embora para onde for no mundo que a UEL nunca não sai de você. É igual Londrina.

Além dos ex-alunos, inclusive professores e funcionários tornam-se, com o tempo, voluntários da instituição na medida em que fazem até mesmo o que não precisariam. Claro, não são todos. Encostados e reclamões habitam em todos os lugares.

Se a UEL quer reconquistar Londrina de volta como todos gostariam de ver, esses exemplos valem muito, mas se esvaem sem serem alimentados.

A universidade ainda tem muitas lições de casa a fazer acumuladas. Infelizmente, deixa aberto o flanco ao ser questionada por um governador que, mesmo investigado criminalmente em 4 inquéritos, ainda assim consegue “captar” corações e mentes para usá-los contra a instituição.

Eis um excelente momento para plantarmos essa árvore definitiva na UEL: com raízes abertas à sociedade que pode ajudar no dever de casa que ficou para trás. Hora de reduzir a estrionice dos movimentos que criticam a academia apenas pela vontade (inútil) de vê-la esvaziada como um rótulo ideologizado.

Divulgaremos mais informações sobre a ALUMNI UEL e como cada um pode ajudar.

Se te perguntarem o que você ofertaria para a UEL, sabe responder de pronto?

>> Cris Mattos e Marcelo Frazão, do Tp1, são jornalistas voluntários na rádio UEL FM.

Marcelo Frazão

Somos Londrina. Somos Todos UEL

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