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DE QUE LADO VOCÊ SAMBA?

por Marcelo Frazão

LONDRINA – Anos atrás, quando a animosidade ideológica e política não era o que nos tornamos, um amigo meu conversava comigo quando, repentinamente, classificou as pessoas do mundo em duas bandas distintas. Sem chance de eu questionar, decretou: “É assim que somos divididos”. Ponto.

❌ Achei um radicalismo da parte dele – embora nem imaginasse o que estava por vir. É que (ainda) não morava em mim o contexto suficiente para aceitar a verdade que, agora, recepciono de forma aberta.

Sim. O mundo realmente só é dividido entre dois tipos de pessoas.

E não é entre coxinhas e empanadas, nem entre nazifascibolsominions e comunolulovermelhóides do PT. 😂

No mundão, a real é essa:

✅ ou você é QUEM AJUDA ou você é alguém que PRECISA DE AJUDA.

Diante disso, qualquer um naturalmente tem o direito de se inclinar a pensar: “Veja, bem….não preciso de ajuda nem me sinto na obrigação ou nem tenho, exatamente, como ajudar e dar conta de mais nada além do que já faço”.

E essa afirmação é a maior prova de que, então, você precisa de ajuda.

É por isso que eu e a Chris Mattos decidimos fazer um Modos de Vida Tp1 – toda 4ª feira, na rádio UEL FM (107,9 MhZ), às 16h30, com a jornalista Patrícia Zanin – sobre essa questão.

Você é quem ajuda ou quem precisa ser ajudado?

🎤Ao vivo, entrevistamos a Josi e o Flávio, moradores do Conjunto Vista Bela – o 2º maior residencial do Minha Casa Minha Vida no país – que decidiram romper barreiras e instalaram um projeto social dentro da residência onde vivem.

No Vista Bela moram 18 mil pessoas – 9 mil são crianças! E o Projeto Vista Bela aumentou tanto que hoje atende 200 crianças. É bancado por moradores do bairro.

💪🏽 Trata-se do único equipamento público existente no local até o momento. É de impressionar a força desses dois. Você precisa escutar.

Contamos também a história de Joinville, onde o Corpo de Bombeiros não é liderado nem composto pela PM.

Exatamente.

Lá, são mais de 1 mil moradores que fazem os serviços de combate a incêndio, resgate de trânsito (Siate) e síncopes (Samu) e vistoria em imóveis comerciais. Em Joinville, o treinamento é feito por profissionais americanos do emergência 911. Eles têm mais e melhores equipamentos que Londrina – e 35 mil moradores doavam dinheiro na conta de luz para manter o serviço. O motivo de lá ser assim, você precisa conhecer neste programa.

Também levamos ao ar depoimentos incríveis de londrinenses que trabalham voluntariamente pela cidade.

São pessoas que fazem parte de uma força estimada em cerca de 60 mil pessoas, segundo pesquisa realizada há três anos aqui em Londrina. Perto de 17% dos eleitores (acima de 18 anos) declararam ser parte de algum esforço em favor de alguém ou alguma causa. É pouco. Mas é muito!

Rapidamente, também relembramos a memorável história de Zaqueu de Mello que, em 1963, organizou a maior força de trabalho voluntário de Londrina, para combater a pobreza.

Foi a União Fraternal Brasileira – acusada de comunista pelos direitistas e de direitista pelos comunistas. E eram mais de 200 jovens que se empenharam fortemente em dar assistência a quem precisava, reunindo e coletando esforços de toda a cidade.

E hoje, com tanta internet e conexão, Londrina tem cerca de 120 mil londrinenses vivendo em dificuldades. Uns 20 mil deles estão em extrema pobreza.

E este programa talvez ajude-nos a refletir sobre o porquê de ainda não fazermos mais.

No fim, lembramos que eu, a Chris e o Tp1 somos voluntários na rádio UEL FM – com direito a carteirinha e tudo!

Clique e ouça. E nos diga como você se vê nisso!

Modos de Vida Tp1 UEL FM – Voluntários em Londrina

* Baixe o app da UEL FM no android ou iphone.

Toda 4a, 16h30, só conectar e você ouve o Tp1 ao vivo!

Somos Londrina. Somos Todos por Um

One thought on “DE QUE LADO VOCÊ SAMBA?

  1. Bruno de Oliveira

    120 mil pessoas em dificuldade e 20 na pobreza extrema?????????!!!!!!!!!!!!!!
    Metade criança, provavelmente. E, qual seria a solução pra isso?
    Na Argentina, naquela crise dramática em que muita gente teve que mendigar pra sobreviver, a saída foi o coletivismo: nas poblaciones, favelas de Buenos Aires, as pessoas se juntaram pra fazer panederias,coletivas onde faziam pães e biscoitos pra dar de comer pra criançada e ainda vender o excedente; trabalhadores ocuparam fabricas, hotéis e comércios, que foram fechados pela crise, e se tornaram “donos” dos seus negócios (coletivamente). Existem saídas locais e que dependem somente de nós. Mas, infelizmente, a política nacional, do Temer, do congresso, do STF, influencia diretamente em nossas vidas, e quando “nossos representantes” participam dessa pouca vergonha nacional , as crianças do Vista Bela é que sofrem , sem escolas ou creches (p.ex.).

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