O RECADO FINAL DE FERNANDA MONTENEGRO SOBRE LONDRINA VAI FAZER SEU DIA MELHOR

por Marcelo Frazão
LONDRINA – Parecia um sarau entre amigos, mas eram 750 espectadores.
Quando caminhou no meio do palco aquela “aparição” do teatro e da tevê, a plateia em um Ouro Verde lotado entregou-se hipnotizada.
No entanto, na essência, estávamos diante da máxima simplicidade e empatia desejadas por quem quer chegar onde simplesmente é Fernanda Montenegro. Estamos no FILO-2017 e, por isso, dispensam-se as formalidades.
No centro do palco, a mesa simples, uma cadeira, o copo d’água não-bebido e Fernanda com textos inéditos de Nelson Rodrigues. Nas mãos dela, os papéis com os escritos mais pareciam ter saído da mesa de trabalho das redações esfumaçadas onde o cronista atuou.
Antes de dar cabo a 1h30 de leitura teatralizada de Nelson Rodrigues, avisa que colocará uma ária italiana que ele ouviria – O Palhaço.
Os gestos, a voz, a mesa – Fernanda joga um jogo de parecer-ser-mas-não-sou com o autor que é uma raridade. Uma fina conexão entre ela e uma “alma” do dramaturgo que a atriz conheceu de perto. Quem nunca desenhou na cabeça um Nelson Rodrigues, o verá nos trejeitos de Fernanda ao tentar enxergá-lo ali no palco.
Os textos variam do mais ácido humor até à auto-crítica a que o autor se submetia. “Sou a rua”, rasga Fernanda, com uma voz que não é mais ela.
Um dos textos, inclusive, traz Nelson sarreando a própria Fernanda ao contar quando, em 1959-1960, ela ligava insistente no telefone da redação, durante 6 meses, requisitando-lhe uma peça de teatro. “A Fernanda merecia um prêmio”, lê, sobre si própria, com voz irônica, como se ele. Aí nasceu O Beijo No Asfalto, um marcador do teatro brasileiro, encenado um ano depois, em 1961.
E os textos desdobram-se em episódios cômicos da infância de Nelson, memórias da escola, viagens por posições conservadores/anti-comunistas e ao mesmo tempo extremamente libertárias. Falam sobre casamento, sobre sexo e sobre um marcante episódio da história social carioca – o assassinato do irmão Roberto, em 1929, dentro do jornal.
Sylvia Serafim, quem teve a separação no casamento exposta como manchete no jornal da família de Nelson, comprou uma arma e invadiu a redação. Queria matar Mário, pai de Nelson, dono da Crítica. Como ele não estava, acabou matou o irmão Roberto. A leitura é dramática.
Presenciar verdades cruas, indelicadas, rodrigueanamente brutalizadas, por uma Fernanda Montenegro frágil, forte, linda e envelhecida ali, a metros, em pleno Teatro Ouro Verde recém-erguido das chamas já seria uma experiência estremecedora por si.
Mas após os aplausos e apupos, quando já todos satisfeitos, Fernanda não deixa que a gente vá embora do sarau sem um último conforto.
Só alguém dessa humanidade vem na nossa casa e nos serve, preocupada e grata, palavras como essas:
“Agradeço por estar neste teatro. Nos dias de hoje, isso aqui é um milagre. Uma cidade que tem um teatro como esse é uma cidade digna, uma cidade que tem caráter.”
Ouça a gravação do discurso final dela, até os aplausos.
Clique no play e diga ao Tp1: não é a melhor coisa que você ouviu sobre Londrina ultimamente?

Obrigado Fernanda. Volte sempre! Aliás… nunca nos deixe!
Somos Londrina. Somos Todos Fernanda e Nelson

AOS DEPUTADOS DE LONDRINA, SOBRE TEMER, COM CARINHO

por Marcelo Frazão
*imagem do texto – Arte do Jornal Hoje.
LONDRINA – Na próxima 4ª feira (2) está marcada a votação, na Câmara dos Deputados, do pedido de afastamento do presidente da República por 6 meses. Seria o primeiro passo para o impeachment.
É para que Michel Temer seja investigado e processado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – onde foi denunciado por corrupção passiva.
Trata-se do caso do crime da mala. Aquele episódio vexaminoso do flagrante, pela Polícia Federal, de que o amigo-irmão de Temer, o deputado Rodrigo da Rocha Loures, recolheria do esquema de Joesley Batista R$ 500 mil. Só que POR SEMANA.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a mala deveria chegar a Temer.
Na primeira remessa, em plena atividade da Operação Lava-Jato, a PF monitorou tudo. Pela narrativa, Joesley, Loures e Temer tinham combinado R$ 500 mil semanais durante 20 anos.
Seriam R$ 2 milhões por mês, R$ 24 milhões por ano, R$ 480 milhões em duas décadas de propina – só nesse esquema.
Decididamente, quem abraçar Temer na votação é porque ou o tem tatuado no corpo ou porque integra-se, de alma, à cleptocracia da capital federal.
E como votam os 3 deputados federais de Londrina?
Na imprensa em geral, encontrei referências diversas à postura de Luiz Carlos Hauly (PSDB), Alex Canziani (PTB) e Reinhold Stephanes (SD) – suplente do prefeito Marcelo Belinati na Câmara.
À Folha de Londrina, em reportagem desta segunda-feira, Hauly e Alex mostram-se como INDECISOS.
Reinhold declara-se contra a denúncia que abate Temer. A se confirmar, decidiu abraçar o homem-da-mala com todo o pacote junto.
Já no site www.342agora.org.br, que monitora todos os parlamentares, Hauly aparece como votando contra e Alex e Reinhold são exibidos como indecisos.
Possivelmente haja entre os três quem considere a denúncia uma grande injustiça contra o presidente da República…
Caso Hauly, Alex e Reinhold permaneçam realmente em dúvida, vale repetir o teor da denúncia contra Temer. Pode ser que ainda não tenham entendido o que aconteceu.
De novo: deputados, é o caso do crime da mala.
Trata-se do flagrante, pela Polícia Federal, de que o amigo-irmão de Temer, o deputado Rodrigo da Rocha Loures, recolheria do esquema de Joesley Batista R$ 500 mil POR SEMANA.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a mala deveria chegar a Temer.
Na primeira remessa da mala, em plena vigência da Operação Lava-Jato, a PF monitorou tudo. Pela narrativa, Joesley, Loures e Temer tinham combinado R$ 500 mil semanais durante 20 anos.
São R$ 2 milhões por mês, R$ 24 milhões por ano, R$ 480 milhões em duas décadas de propina – só nesse esquema.
E os deputados Hauly e Alex estão indecisos sobre como votar na sessão de 4ª feira.
Reinhold Stephanes, que quase assumiu cargo na gestão do ex-prefeito Alexandre Kirreff – e que incrivelmente é suplente de Marcelo Belinati – parece não ter dúvidas de que uma mala de R$ 500 mil por semana não seja algo tão complicado assim. No levantamento da Folha de Londrina, aparece como contrário à denúncia.
O Tp1 quer ajudar os deputados, caso os três tenham dúvidas sobre a denúncia. Talvez, na correria, não tenham conseguido observar atentamente o assunto.
Ou pode ser que os gabinetes e assessores não tenham encontrado o material para dar aos parlamentares e motivá-los a deixar o estado de dúvida.
Basta clicar e baixar a íntegra da acusação contra Temer.
INQ 4483 – Denúncia Temer
Nas 60 páginas escritas pelo procurador da República, Rodrigo Janot, os deputados de Londrina podem ver as fotos do dinheiro apreendido pela PF com a mala. Podem ler os diálogos telefônicos e gravações – e observar os takes com as imagens do emissário do presidente correndo como um moleque para fora de uma pizzaria, carregando R$ 500 mil.
Tem até o depoimento do taxista que o conduziu logo após!
Pois então, senhores deputados. Londrina encontra vocês na telinha e no microfone do Congresso, nesta 4ª feira, quando informarem as vossas decisões.
O Ibope divulgou uma pesquisa encomendada pela organização AVAAZ sobre o que pensam os brasileiros em relação ao caso específico.
Singelos 81% querem que os deputados federais afastem Temer para que seja processado como réu por crime de corrupção.
Vai que vocês também não tiveram acesso ainda a esse dado. Em todo caso, fica a dica de um morador da cidade de onde vocês saíram.
No retorno, imagino que gostariam de voltar a andar no Calçadão de Londrina em algum momento, logo após a votação.
Apenas lembrem-se de que o Calçadão da nossa cidade é o lugar onde geralmente as pessoas andam de espinha ereta e cabeça erguida em virtude do que realizam uns pelos outros.
Somos Londrina. Somos Todos por Um

SOCORRO: O SUPERSINCERO DIRETOR DO IPPUL QUE QUEBRA CONCEITOS

por Marcelo Frazão
LONDRINA – Ano após ano, sinto-me relativamente acostumado, como morador de Londrina e jornalista , a ver a eterna “parceria” entre o poder público e o setor privado para especular, fatiar e manipular ativos imobiliários/terras da nossa cidade.
Sempre foi assim. Independente da gestão municipal, dificilmente é diferente. Em todas as cidades do país, os Planos Diretores são parte da mesa de negócios que, muitas vezes, envolvem construtores sem pudor, imobiliaristas-mercadores, prefeitos vendilhões, gestores técnicos falsetas e vereadores-surrupiadores – contra moradores comuns, contra as praças que não falam, contra os parques públicos, áreas verdes e florestas que nunca reagem, contra os fundos de vale silenciosos, contra a qualidade de vida e o bem-estar.
Os discursos mais “discursados” sobre o desenvolvimento de Londrina são aqueles: defendem que a cidade “precisa crescer e não tem mais para onde” e que “precisamos de indústrias a qualquer custo, qualquer que sejam. Rápido”.
É assim que permitem-se indústrias pesadas perto das últimas florestas. Ou que consentimos em erguer mais prédios mais próximos dos fundos de vale ou dentro de áreas históricas – e de preferência sem estudos de impacto, para “desburocratizar”. Com as justificativas useiras, defendemos, tranquilamente, como fizeram os vereadores e o prefeito de Londrina, uma empresa de agrotóxicos expandindo atividades ao lado de residências. Acaba de ser assim no Jardim Eucaliptos.
Pelo “desenvolvimento”, vamos em busca de verbas para viadutos caríssimos, duplicações e alargamentos que nos façam chegar em casa 20 minutos mais cedo.
Funciona assim – em qualquer governo municipal, de esquerda, de direita ou centro, “honestinho ou mau-caraterzinho”: quando há embate entre moradores X indústrias ou meio ambiente X indústrias… adivinha quem sempre perde?
Passar o rolo compressor no Plano Diretor é regra. É a escola que governos – “técnicos”,”populistas” ou “esquerdistas” – têm nos legado como cidade.
Moradores e audiências públicas – bem como o Estatuto das Cidades – servem de decoração para validar decisões que colocam em xeque o desenvolvimento sustentável de Londrina.
O Plano Diretor de Londrina sempre foi um caso clássico de lei utilizada contra o interesse público e contra os moradores.
Meio habitual – embora indignante sempre – testemunhar órgãos como o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUL) e a Secretaria de Obras da Prefeitura de Londrina operando benefícios privados difíceis de declarar.
A partir de agora, até 2018, teremos uma revisão do mesmo Plano Diretor de Londrina.
E os moradores da cidade precisamos não sermos deglutidos em uma lapada por aqueles setores “organizados” de sempre.
Professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que atuam no esclarecimento do Plano Diretor e no movimento Participa Londrina demonstraram EXTREMA preocupação com o formato dos debates – e a esperada exclusão dos moradores deles.
Apesar desse cenário, na reunião de kick-off para o novo Plano Diretor na Câmara de Vereadores, foram surpreendentes as declarações públicas do atual diretor de planejamento do Ippul, o maringaense José Vicente Alves do Socorro.
Enquanto alguns imobiliaristas, construtores e empreendedores-vendedores de cidades pressionam para aumentar a zona urbana de Londrina no Plano Diretor de Londrina – tentando valorizar áreas hoje rurais para uma ocupação urbana desnecessária – o diretor-arquiteto do Ippul fez uma análise que dificilmente, em outras gestões, vi alguém defender dentro do órgão.
Deu até uma ponta de esperança.

Foto: lets.book/flickr

Com base nos mapas e dados técnicos, o novo diretor do Ippul afirmou textualmente que Londrina JÁ TEM uma área urbana do tamanho adequado. E repeliu qualquer visão de que a cidade não tem espaço para crescer em curto e médio prazos. Para Socorro, inclusive, o perímetro urbano de Londrina é “exagerado”.
A afirmação, no vídeo, acende uma fagulha de razão para que narrativa de que “falta espaço para Londrina crescer” renda-se à verdade dos fatos.

Na prática, o que o Ippul diz é que de cada 10 espaços urbanos existentes em Londrina, 4 estão vazios, ociosos, vagos, baldios. Isso sem contar o que está construído, mas subutilizado.

Elementar que não seria possível captar um terreno vazio no meio de um bairro e instalar ali uma indústria qualquer pelo simples fato de que precisamos ocupar tais vazios urbanos.
No entanto, o apontamento do diretor do Ippul é uma facada técnica em quem “vende” a ideia falsa de que Londrina não tem mais para onde crescer e justifica que a cidade está “sufocada” pelas limitações.
Não, gente. Não vamos ficar amontoados uns sobre os outros. E se o fizermos, não o terá sido por falta de espaço.
Muito pelo contrário: quase metade da área urbana de Londrina está DESOCUPADA, LIVRE! E só deveríamos nos mover para diminuir a zona rural de Londrina e torná-la urbana se a maior parte do tabuleiro urbano realmente estivesse ocupado e em uso.
Por que não devemos permitir o efeito que os americanos chamam de urban sprawl?
Porque levar a cidade e as pessoas para onde elas simplesmente querem ir – atraídas pelo “sonho”  vendido na propaganda da incorporadora ou loteadora – inclui levar serviços urbanos, asfalto, sistemas de água, luz, transporte, estender a coleta de lixo e criar soluções que JÁ EXISTEM INSTALADAS na cidade construída sem ocupação completa.
Ao permitir vazios urbanos – como os que ainda temos – em locais onde existe a infraestrutura pronta, enquanto se autoriza a cidade a “crescer” onde só há pasto, floresta, rios, plantações – aumenta os custos públicos e beneficia o sobe-desce de preços das terras na zona rural (prejudicando, inclusive, quem mora lá).
É fato que Londrina não tem áreas para instalação de indústrias de alto risco ambiental ou consideradas poluentes. Mas a fala do diretor-presidente do Ippul torna possível pensar se realmente devemos nos esmerar tanto para tê-las. Londrina ainda corre atrás de um ciclo de industrialização com 30 anos de delay. E, pelo visto, 30 anos depois, deseja fazê-lo como se estivéssemos há 30 anos.
Não quero concluir coisas que o diretor Socorro nem mesmo tenha dito ou seja – mas fui buscar o currículo dele, em Maringá.
E me alegrei em saber que ele foi banido da Prefeitura de Maringá em circunstâncias muito semelhantes às pressões que vai enfrentar aqui em Londrina.

Desde o ano passado, o arquiteto Socorro tem no currículo algo que consideraria invejável. Se a imprensa de Maringá estiver dizendo o mínimo de verdade, Socorro foi demitido em novembro de 2016 da diretoria de planejamento da Prefeitura de Maringá.
Segundo blogs de lá, o arquiteto negou-se a assinar a aprovação de um novo loteamento na cidade a toque de caixa – no fim da gestão comandada por Sílvio Barros/Pupin, sem, por exemplo, uma audiência pública obrigatória para a cidade conhecer o empreendimento e seus impactos.
Não perguntei qual o grau de verdade disso diretamente ao novo diretor de planejamento do Ippul  –  talvez ele nem mesmo queira responder e entrar em rusgas.
Isso porque o clã Barros tem um quartinho na atual gestão da Prefeitura de Londrina. O prefeito Marcelo Belinati acomodou aqui antigos colaboradores da extinta gestão dos Barros e da campanha eleitoral em Maringá. É, desde a antiguidade, aliadíssimo de Ricardo Barros, atual ministro da Saúde da cleptocracia Michel Temer.
O arquiteto Socorro, no entanto, tem coisas beeeeeeem mais significativas no seu currículo do que ter passado incólume por uma gestão duvidosa como a dos Barros.
Socorro foi presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Maringá e esteve à frente de um curioso projeto entre os anos 1980 e 1990: o MetroNor – a Metrópole Linear Londrina-Maringá. Uma hora vamos falar mais do MetroNor.
A fala técnica de Socorro no vídeo abaixo, quando da apresentação do começo da revisão do Plano Diretor de Londrina, mostra boa interpretação do cenário urbano de Londrina.
Que mantenha-se no Ippul quebrando conceitos e freando o imobiliarismo expansionista que estraga Londrina e todas as cidades média e grandes.
Socorro, um bem-vindo tardio do Tp1 por parte dos moradores de Londrina.
Agora nos diga: será que um dia chegaremos mais perto de Londrina ser, como propõe o arquiteto Jan Gehl, uma cidade para pessoas?

Somos Londrina. Somos Todos por Um

QUER CONHECER A GURU DO TP1?

por Chris Mattos
Londrina – Tive um momento bem dolorido de transição de carreira. Pra me reinventar foi fundamental praticar Yoga com a Leila Carvalho. Ela me conduziu num processo de reconexão. Fiz as pazes comigo mesma , me fortaleci e encontrei um caminho novo que me faz feliz.
A  Leila  acompanhou a história do Todos por Um desde o começo. Apoiou e contribuiu. Lembro quando ela chegou com 3 livros embaixo do braço, dizendo que a gente  precisava ler todos eles porque traziam pensamentos afinados com o nosso projeto.
Pegamos emprestado com ela  “Capitalismo Consciente” (John Mackey e Raj Sisodia) , “A Sociedade de Custo Marginal Zero” (Jeremy Rifkin)  e “Capitalismo Natural” (Paul Hawken, Amory Lovins e L. Hunter ).
Devorei os três.
Nos encontros para discutir o que era e como funcionaria o Tp1, várias vezes recorri a eles.
(Recomendo a leitura! Qualquer que seja o seu projeto!)
Outro episódio que ficou na história do Tp1  foi quando o Marcelo Frazão ia entrar ao vivo e teve uma crise nervosa. Era começo do projeto e vencer algumas barreiras parecia algo bem difícil.
Ele recorreu a uma técnica de respiração que a Leila ensinou e conseguiu se acalmar. Em instantes, já estava conseguindo fazer bem o que tinha planejado.
Por isso a gente chama a Leila de “Guru do Tp1”! (Rsss…)
Ela é  uma referência pra nós na hora de lidar com situações desafiadoras.
Pedimos que a Leila  criasse uma oficina para compartilhar com mais gente a visão e as técnicas do Yoga que podem ajudar qualquer pessoa a ter mais qualidade de vida.
A programação está pronta: encontro marcado para os dias 29 (sáb) e 30 de julho (dom).
É a Oficina Reset para a Vida Plena!
Serão 13 horas de treinamento e reflexão. 
Em “Capitalismo Consciente”, uma frase tem tudo a ver com o trabalho que a Leila fará durante a oficina.
“O dia mais importante pra qualquer pessoa é o dia em que ela descobre o propósito de vida.” 
A seguir, uma entrevista que fiz  para você saber mais sobre os temas da Oficina Reset  para a Vida Plena e sobre a própria  Leila, professora de Yoga desde 2009, cursando pós-graduação na área e parceira do Tp1.
Tp1: Como o Yoga entrou na tua vida?
    Leila Carvalho : Sempre me interessei por temas similares ao Yoga, como filosofia, autoconhecimento, desde pequena. Minha mãe praticou por pouco tempo. Foi ela a primeira a aumentar meu interesse pelo assunto. Mas infelizmente foi por motivos de estresse que efetivamente comecei a praticar. Aí, à medida em que praticava e aprendia sobre a filosofia, o amor veio e ficou! 
   Tp1: Você acha que as técnicas e a visão do Yoga podem ajudar qualquer pessoa?
   Leila Carvalho : Yoga serve para qualquer pessoa! Afinal de contas, conhecer-se melhor, saber administrar o stress, treinar a mente e o corpo para funcionarem equilibradamente é para todo mundo! 
  Tp1:O que você responde quando alguém diz “Yoga não é pra mim. É muito parado”.
  Leila Carvalho : Geralmente os que falam dessa forma são os que mais se apaixonam pelo Yoga, após entender seus fundamentos e seus princípios, após sentir os efeitos colaterais de toda essa “paradeira” do Yoga!! Eu digo: faça e a gente conversa daqui a algum tempo! (Risos) 
Tp1:Por que trabalhar autoconhecimento? Por que a gente se desconhece?
 Leila Carvalho : Nossa cultura busca fora o que está dentro! A gente se deixa influenciar pelos sentidos, deixa a mente turvar a clareza de nossa consciência, e o resultado são os muitos tipos de sofrimento. Quanto mais se busca o autoconhecimento, menos turva se torna a mente. Consequentemente, temos menos causas de sofrimento – em todos os âmbitos da vida. 
Tp1: Autoaceitação é perdoar nossos defeitos?
Leila Carvalho : É mais do que isso! É uma reconciliação profunda com a nossa essência, com resultados surpreendentes! Quem experimenta verdadeiramente sabe do que estou falando. 
Tp1: Aceitar o outro é mais difícil ou mais fácil?
Leila Carvalho : Não é possível aceitar o outro se você não se aceita. O primeiro e mais importante passo é entender quem você é, parar de exigir perfeição de si e se amar. Todos os grandes avatares deste mundo ensinaram isso, de formas distintas, mas com o mesmo significado. 
Tp1:Meditação é pra todos? O que precisa pra ela funcionar?
Leila Carvalho : Meditação deveria ser praticado por todos. Estar em sua presença, em silêncio, diminuindo a bagunça mental, por alguns minutos por dia. Mas para funcionar precisa de disciplina! 
Tp1: O que é atenção plena?
Leila Carvalho : Atenção plena é o que surge com o treinamento da meditação. É justamente estar mentalmente no presente, desligando-se propositalmente das lembranças desnecessárias do passado e do excessivo planejamento do futuro. 
Tp1:Qual é a visão do Yoga sobre os relacionamentos?
Leila Carvalho : Somos seres gregários. Além disso fazemos parte de tudo a nossa volta, pertencemos à família, à comunidade, ao meio ambiente, ao planeta, e por aí vai! E estar integrado, unido harmonicamente a tudo, é Yoga! Yoga é uma palavra do sânscrito que significa UNIÃO! 
Tp1:  Entre os temas da oficina estão as “principais  causas do sofrimento humano  e como se livrar delas” . Fale um pouco sobre isso. 
Leila Carvalho : O Yoga Clássico apresenta uma visão muito lúcida das causas de sofrimento, de forma magnificamente resumida e clara. E o melhor: mostra de forma prática e também bastante simples, factível, como reduzir essas causas. Quando estudamos esse assunto, temos aquela sensação de: “ah, era isso?!” 
Tp1:Qual o seu recado sobre alimentação e vitalidade?
Leila Carvalho : A alimentação do nosso corpo não se dá apenas materialmente falando, nos alimentamos de energia. E dependendo do tipo de energia que colocamos pra dentro, seja comendo, bebendo ou respirando, nossa vitalidade vai responder. Além disso, os primeiros dois passos do Yoga tratam de ética, que também tem a ver com o ato de se alimentar. O assunto é muito interessante e vasto, vale a pena conversar mais a fundo! 
Tp1: Qual é o seu  principal propósito em relação ao alunos no Reset?
Leila Carvalho : Meu propósito é justamente… o propósito!! Aquilo que faz nossa vida ter sentido, a descoberta do que a torna significante! O objetivo é facilitar o entendimento de cada um na busca de seu propósito de vida!
Serviço: Oficina Reset para a Vida Plena
29 de julho (sábado) – 9h às 18h
30 de julho (domingo) – 9h às 13h
Local: Baobá – Vivências pelo Brincar. Rua Jonathas Serrano, 361, Jardim Quebec Londrina
Preço:
1 – R$ 250 via PagSeguro.
Você escolhe entre: à vista no cartão, em até 18x (c/juros), no boleto ou no cartão de débito. 
Basta ir no link seguro https://pag.ae/bmlZL4t 
2 – R$ 220 depósito identificado conta corrente Tp1 Sicoob. Neste caso envie uma msg para a gente. 
Prazo de inscrição: 15 de julho
Alguma dúvida?
Whatsapp-nos: (43) 9.9156-9145
Email-nos: tp1@tp1.com.br

VOCÊ NA PLATEIA DO PITCH GOV LONDRINA. QUE TAL?

por Marcelo Frazão
LONDRINA –  A vida urge na cidade – e boa parte das nossas questões tem conexão direta com o poder público. Entre os vários desafios lançados aos órgãos públicos e funcionários dos governos que nos governam, uma questão sempre vem forte.
Como cumprir tarefas públicas inovando e resolvendo as enormes demandas – mesmo quando não há dinheiro? Dentro do , há espaço para criar dentro do “poder”? Existe ambiente para boas ideias? Como é isso na Prefeitura de Londrina?
“Não dá certo”, é o que ouvi, eternamente, de muitos funcionários, em todos os escalões de governos, em todos os poderes.
No entanto, a aposta não é com eles. O jogo é com quem topa. Qualquer morador de Londrina, certamente, aplaude o servidor público que “se vira nos 30”, mantém o ânimo, não deixa se levar pelos clichês e aposta firme na eficiência do que faz.
A gente tinha que ter um jeito, como moradores, de agradecer mais aos funcionários da cidade que valem à pena.
Não sei se você sente o mesmo, mas uma das coisas que mais me deixam felizes na vida coletiva de Londrina é ver gente atendendo gente bem e algo funcionando. Quem não fica contente de ver funcionário público comprometido, firme, com energia, interessado na nossa sociedade?
E o “topo” da cadeia – secretários e prefeito da Prefeitura de Londrina, por exemplo – precisam estar atentos à força que esse povo que faz tem. Gente motivada e mobilizada faz acontecer.
Diante da crise avassaladora, o poder público precisa e pode ser, por excelência, um lugar para ideias que impulsionem, junto com a iniciativa privada, a nossa cidade.
E, no caso do Tp1, Juntus e MSL, damos o nosso pedaço: criamos ambientes onde isso possa ser comunicado e posto à prova como troca de ideias.
Como temos certeza de que é possível (e desejável!) ser criativo nas gestões municipais – e há muita coisa acontecendo por aí – convidamos secretários da Prefeitura de Londrina para apresentar ideias, em qualquer estágio, frente a frente com uma plateia de empreendedores da cidade.
É para que eles se motivem a ver ideias fora da caixa – e também criem espaços de interação com toda a máquina pública, formada por gente – e apenas gente – também.
E o mais interessante: você está convidado para ver como isso acontece.
É o Pitch GOV: a edição especial do Pitch de Ideias tradicional, que acontece uma vez por mês na “casa” do Tp1 – o Juntus Coworking.
>>>>> Será nesta 5ª feira, dia 29.6, a partir das 19h30 – até 21h30.
Mensalmente, o Pitch de Ideias movimenta empreendedores privados de Londrina que querem testar ideias e propostas de produtos, serviços e projetos com capacidade de ganhar o mercado.
Nesta 5ª feira, no entanto, será a primeira vez que agentes públicos também participam do evento, utilizando o mesmo formato. As ideias deles são voltadas para as questões de Londrina.
Durante o Pitch GOV, são esperadas ideias transformadoras das secretarias de Gestão Pública, de Educação, de Meio Ambiente e Turismo da Prefeitura da nossa cidade. O prefeito Marcelo Belinati já participou de três encontros semelhantes com empreendedores de Londrina.
A iniciativa surgiu depois das eleições do ano passado, quando a Endeavor – maior organização de incentivo a empreendedores do país – lançou um desafio, que foi abraçado pelo Juntus, pelo Tp1 e o MSL. Uma vez por mês, o compromisso é aproximar agentes públicos e prefeito dos empreendedores da cidade, criando uma ambiente de mais colaboração frente aos desafios existentes em todas as áreas.

Detalhe de uma maquete feita pelo arquiteto Christian Steagall Condé, sobre Londrina

COMO FUNCIONA?
Cada secretário municipal terá 5 minutos para expor a sua própria ideia, em qualquer estágio de desenvolvimento –  em curso ou não dentro da Prefeitura.
Após a exposição, a plateia promove um chuva de perguntas, seguida de um “bombardeio” de questionamentos vindos de uma banca – também por cinco minutos.
Tudo o que acontece é desenhado pelo arquiteto Renato Alves e pelo cartunista Beto – responsáveis pela facilitação gráfica do Pitch. A dupla produz uma interessante memória gráfica e bastante visual do que acontece durante as interações e apresentações.
No mundo das startups e dos empreendedores, o Pitch é conhecido como o formato de “venda“ para uma solução em que os argumentos devem ser sintéticos e convincentes para atrair a atenção do investidor ou de sócios.
O Pitch é a oportunidade não só para conhecer as ideias dos secretários como também fazer contatos e networking com os integrantes da plateia. Que tal você estar nisso junto?
Quem sabe, no próximo Pitch, não seja você a apresentar a sua proposta de negócio ou de solução para Londrina?
Então:
Pitch GOV – Juntus. MSL, Tp1
Dia: 29/6 – quinta-feira
Horário: 19h30 às 21h30
Onde: Juntus Coworking FL – Rua Faria Lima, 755, centro.
Por quê? Porque inovar muda o mundo e traz outra perspectiva sobre os problemas que precisam ser encarados.
Vagas gratuitas, mas limitadas. As inscrições devem ser feitas por este link.
https://www.sympla.com.br/festival-de-ideias-ed-especial-pitch-gov__158981
Somos Londrina. Somos Todos empreendedores.

RESUMO DA ÓPERA – GOVERNADOR, DEIXE A UEL TRABALHAR!

por Marcelo Frazão
LONDRINA – Foi estressante, digno e cheio de verdades claras.
O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) – órgão máximo da instituição que reúne todos os representantes da instituição, diretores, chefes de departamento, funcionários, representantes dos centros de estudos, reitoria  alunos – enterrou os itens enviados como “moeda de troca” para o governador Beto Richa desbloquear mais de R$ 6,2 milhões da instituição.
Em mais de 4 horas de reunião na terça-feira (13), Richa conseguiu aquilo que as redes sociais já decretaram: “nunca antes” na história das universidades, reitoria, alunos, funcionários e professores pareceram tanto um monobloco.
Sem nenhuma lembrança de rusga ou luta política, era um monobloco chamado UEL.
Fora as escaramuças e hostilidades habituais contra a reitora Berenice Jordão, ela própria, nem de longe, conduziu a reunião como alguém a curvar-se diante do governo estadual.
“Fui eleita por vocês”, lembrou, durante a reunião com os conselheiros, após um relato da conversa com o governador e demais reitores estaduais em Curitiba.
O clima da reunião foi de indignação contra o governador e a instabilidade política, jurídica e institucional provocada pela decisão de forçar as universidades a entrar em um outro sistema de controle de contas – o Meta4 –  diverso do atual – o ERGON.
De forma prática, a UEL torrou R$ 800.000,00 para fazer uma ampla atualização do sistema ERGON, comprado e instalado pelo próprio governo nas universidades. E, agora,a instituição se vê obrigada controles rígidos por parte de em a chicoteia livremente.
Hoje, é o sistema ERGON que permite a qualquer cidadão entrar no site da Transparência – tanto via site da UEL ou do governo do Paraná – e averiguar TODAS AS CONTAS da universidade.
Eu mesmo pude constatar que consigo saber quanto ganha cada ser vivente da UEL – da reitora ao funcionário da segurança. Também consigo ver como estão distribuídos os cargos de comissão, gratificações, diárias. Tudo e qualquer coisa. Achei mais simples, por exemplo, do que procurar algo na Transparência da própria Prefeitura de Londrina.
Está aqui http://www.uel.br/portaltransparencia/
Dá para melhorar? Sempre dá.
Todas as leis que permitem à UEL pagar salários para doutores, mestres, pesquisadores, funcionários da Prefeitura do câmpus ou de qualquer setor são estaduais, provenientes de Planos de Cargos Salariais e regulamentos da Secretaria de Fazenda, Administração, governadoria e da Secretaria de Ensino e Tecnologia (SETI).
Na reunião do Conselho Universitário da UEL não houve dissensos.
Um a um, diretores de centros e chefes de departamento, funcionários e alunos foram ao microfone de maneira calma, digna e organizada. E transmitiram que:
– Conversaram internamente entre todos para esclarecer a situação da UEL e a postura do governador no caso específico do bloqueio de contas.
– Discutiram abertamente o que precisa e poderia ser feito.
– Votaram e decidiram por rejeitar.
Nenhum setor da universidade conseguiu vislumbrar motivos que beneficiem a UEL na troca de sistema de controle de contas.
Do contrário: vêem nisso a brecha que o governo precisa para passar a barrar a progressão para doutores (na forma da lei, hoje a promoção pela titulação é inserida de forma automática assim que um professor conclui o curso, por tratar-se de uma meta educacional de qualquer universidade do planeta TER DOUTORES NOS QUADROS)
Todos os centros de estudos disseram-se contra o que chamam de “chantagem”e “sequestro de recursos” – originados de serviços prestados com o vestibular, elaboração de concursos para prefeituras, Hospital Veterinário, etc…

E seguiram-se: Centro de Educação Física (CEF), Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA), Centro de Ciências Agrárias (CCA), Centro de Ciências Exatas (CCE), Centro de Educação Comunicação e Artes (CECA), Centro de Ciências Biológicas (CCB), Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), Diretório Central dos Estudantes (DCE), Sindicato dos Professores (Sindiprol/Aduel), Sindicato dos Servidores (Assuel).

Nem mesmo o representante da Prefeitura de Londrina,  com assento no conselho da UEL, discordou.
A Câmara de Vereadores, por omissão, idem. Assim como ACIL e OAB – que, salvo engano, têm representação no órgão máximo da UEL.
“Vamos lá gente. Nós mesmos aqui, a maioria de nós, votamos no Beto Richa e não concorda sob nenhum aspecto com o que ele está provocando”, admitiu um professor-conselheiro ao microfone, supersincero, para contrangimento geral.
A fala revela, novamente, que a decisão do Conselho Universitário não foi gestada diante em um “campo de batalho partidário”, “luta de classes”, “domínio do império esquerdista na universidade” nem “vitória da luta ideológica” – clichês que geralmente se tenta para explicar a UEL.
Se fosse isso, eu mesmo estaria a detalhar na íntegra isso aqui.
Não há uma única voz negando-se a entregar dados – em que pese todos eles já estarem disponíveis, como dito.
“Temos até uma sala ocupada pelo Tribunal de Contas dentro da Universidade”, lembrou um conselheiro. Não consegui checar, mas o farei. Como ninguém contestou, presumi, para juízo inicial, ser verdade.
O que ninguém imagina é como a máquina do governo de Richa – corrupta, suspeita e tão controladora quanto qualquer máquina instalada pelo próprio PT em qualquer tempo de UEL – ninguém entende como aceitar essa entrada pode melhorar a instituição e aumentar a qualidade do que hoje, sob críticas, a duras penas, é feito, produzido e apresentado.
Em mais de 20 falas, ninguém da UEL e do conselho ousou mostrar uma universidade avessa a controles.
Muito pelo contrário: todos estavam preocupados em mostrar para a sociedade o valor gerado pelas pesquisas, pelas criações, descobertas, cultura e visões que mais de 70 mil pessoas que já estiveram ali – e ainda estão – produzem pela UEL.
Vi uma comunidade universitária cansada e querendo focar no seu trabalho – ensinar, pesquisar, criar soluções – ao mesmo tempo em que “se vira nos 30” diante da falta completa de recursos.
Nem arriscaria contabilizar hoje o quanto de suporte, equipamentos, horas de trabalho – A MAIS essa gente toda dedica, compra e fornece para a UEL – extra salários – para ver a coisa andar.
Na UEL, não canso de encontrar alunos que recebem X e fazem 3X em pesquisas, horas, estudos para fazer jus ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Vamos mostrar mais, aqui no Tp1, vários desses.

A decisão, por maioria: cansaço do refrega com Richa

Como modelo de sociedade, até ontem todo mundo não achava certo reconhecer justamente os nossos professores?
Qual o problema em pagarmos R$ 20 mil a R$ 30 mil para doutores nos topos de suas carreiras? Gente que fala três línguas, forma alunos, pesquisa, descobre, cria.
Não é só o Sérgio Moro que pode ganhar bem pelo que faz.
E nem cito aqui a completa falta de condições e impossibilidades financeiras que afetam os projetos e o ensino na UEL. Apesar disso, ainda apresentam resultados e posicionam a universidade entre as melhores do país.
AUTONOMIA, COM DISCUSSÃO INTERNA ANTES
Na reunião, o Conselho Universitário também rejeitou a proposta de Richa para elaborar, em 90 dias, um projeto de autonomia para a UEL. A toque de caixa, sob imposições, a comunidade universitária não aceita.
No entanto, como se fosse possível, sempre, aquela última centelha de esperança na crença de um diálogo com o governador e o governo, os conselheiros aprovaram o início de uma discussão interna sobre autonomia – e que desejam ver espraiada para as outras seis universidades estaduais. De qualquer forma, rejeitaram o que impõe Curitiba.
Finda a reunião do Conselho, depois de ver doutores, alunos, servidores, professores se posicionando, a impressão é de que estavam todos cansados, aflitos, esgarçados.
Do técnico de laboratório à reitora e ao professor, era geral.
Conselheiro ao microfone: consenso geral de que governador precisa entender como funciona uma universidade

Para todos, entrar no Meta4 significa deixar de fazer rapidamente aquilo que o Estado se nega a fazer – investir quando preciso, tomar decisões rápidas de realocação de recursos, ter independência para fomentar áreas específicas de pesquisa e conhecimento – no lugar de uma submissão a decisões do gabinete do governador e de secretarias como as de Fazenda e a de Ciência e Tecnologia, na distante capital.
Hoje, o governo do Estado não consegue, na canetada, simplesmente nomear um assessor (ou um séquito) para uma reitoria, para as assessorias existentes e cargos de comissão sob domínio da UEL. O que não quer dizer que reitores não façam – e não possam continuar fazendo.
Mas é fato que o espaço para a gastança é muito menor quando se tem que enfrentar de perto a comunidade universitária. E que, cada vez mais, os cargos da UEL sejam exercidos por quem já trabalha na UEL.
Atualmente, os cargos de alta gestão e direção da UEL ou são eleitos ou são escolhidos pelo reitor em exercício.
É certo e possível que assessores diretos da reitora não sejam necessariamente integrantes da comunidade universitária.
Entretanto, assim que a reitoria escolhe – de dentro ou de fora da UEL – automaticamente inclui nos sistema de pagamento.
É assim com doutores que acabam de obter o título e, por autonomia da UEL, são reposicionados na sua promoção acadêmica devida.
Com a UEL no Meta4, os dois exemplos acima certamente precisarão de ser autorizados (e serão?) pelo governador, Casa Civil, conselhos de Fazenda e Secretaria de Ciência e Tecnologia.
E, inclusive, caberia o mesmo nível de autorização para aplicar até mesmo as verbas que a UEL, com esforços próprios, obtém vendendo serviços. Esta é, inclusive, a fonte dos recursos agora bloqueados por Richa e que são utilizados em melhorias e investimentos não cumpridos pelo governo.
Veio desse dinheiro o investimento na atualização do software ERGON, responsável por fornecer a transparência que o governo acusa a UEL de não ter.
Com a UEL no Meta4, seria bastante simples para o governador pressionar pela indicação – ou deixar de fazê-lo como gostaria a comunidade universitária – para chefias do Hospital Universitário, da rádio da UEL, da TV UEL, do Museu Histórico de Londrina e das coordenações de assessorias institucionais da Universidade – como a da COPS, responsável pelo vestibular.
Talvez o governador queira a UEL no cabresto tal como órgãos como Detran, Agência Águas Paraná ou a Sanepar – onde os gigantescos salários e apaniguados são nomeados a torto e à direita – wow, Antonio Carlos Salles Belinati é diretor comercial da Sanepar, imaginem!
Nestes órgão, Richa nomeia toda sorte de mau-caráteres com altos salários quase nunca revertidos em bem da gente que paga. E ninguém consegue reagir.
Esta talvez seja uma parte da resposta oculta pelo qual o governador Beto Richa, no lugar de ajudar, investir e dialogar, claramente opta por atrapalhar.
Eis a sanha de controlar, aparelhar e sufocar – muito comum em gregos, troianos e corruptos de plantão.
Governador: deixa a UEL trabalhar!
Somos Londrina. Somos Todos por Um