Solução londrinense para mais qualidade com economia

A MZ Tecnologia é uma startup londrinense premiada. Desenvolveu o software QualityStorm para tornar o controle de qualidade na indústria mais preciso e gerar economia de tempo, papel e tinta. O cofundador da empresa, Brahim Málaque Neto, conta o caminho que percorreu até chegar ao desenvolvimento do primeiro produto de sucesso. É um depoimento muito generoso sobre os fracassos e os acertos. Mostra como a resiliência é importante e não se apegar apenas a uma ideia é fundamental. Brahim comenta ainda as vantagens de estimular o crescimento de empresas de tecnologia na cidade. Percepções e aprendizados importantes pra fortalecer a  Londrina Criativa.

Naiara Castro, o hobby que virou negócio

Naiara Castro gosta de trabalhar com o artesanal desde a adolescência. Estudou Marketing e Propaganda mas se realiza criando sapatos, bolsas e acessórios totalmente artesanais. É que ela quem escolhe o material, quem corta, costura e cola. As coleções da Santa Mania são feitas exclusivamente por ela. O ateliê funciona na rua Paranaguá, 1870, no espaço colaborativo, A Casa. Na conversa com o Tp1 Naiara conta como o hobby se transformou em negócio, traça um perfil dos clientes, comenta o relacionamento no espaço compartilhado e muito mais. Sacadas de uma empreendedora da Londrina Criativa. Aproveite!

Naiara Castro gosta de trabalhar com o artesanal desde a adolescência. Estudou Marketing e Propaganda mas se realiza criando sapatos, bolsas e acessórios totalmente artesanais. É que ela quem escolhe o material, quem corta, costura e cola. As coleções da Santa Mania são feitas exclusivamente por ela. O ateliê funciona na rua Paranaguá, 1870, no espaço colaborativo, A Casa. Na conversa com o Tp1 Naiara conta como o hobby se transformou em negócio, traça um perfil dos clientes, comenta o relacionamento no espaço compartilhado e muito mais. Sacadas de uma empreendedora da Londrina Criativa. Aproveite!

Janaína Kessler, o valor do feito à mão

Janaína Codato Kessler é dona de três empresas feitas, literalmente, à mão. Ela produz roupas para mulheres e meninas, e ainda brinquedos e objetos de decoração em crochê. Antes de empreender em Londrina Janaína percorreu outros caminhos. Morou fora do país, trabalhou com Hotelaria e Turismo, foi advogada, mas há 10 anos virou empresária de Moda, com a La Condessa. Hoje as três marcas de Janaína estão instaladas no ateliê colaborativo A Casa. Ela falou ao Tp1 sobre os desafios da jornada empreendedora, sobre o prazer de trabalhar com criação e comentou como é fazer parte de uma experiência colaborativa. Resiliência e criatividade, a Janaína tem. Entre na conversa!

Janaína Codato Kessler é dona de três empresas feitas, literalmente, à mão. Ela produz roupas para mulheres e meninas, e ainda brinquedos e objetos de decoração em crochê. Antes de empreender em Londrina Janaína percorreu outros caminhos. Morou fora do país, trabalhou com Hotelaria e Turismo, foi advogada, mas há 10 anos virou empresária de Moda, com a La Condessa. Hoje as três marcas de Janaína estão instaladas no ateliê colaborativo A Casa. Ela falou ao Tp1 sobre os desafios da jornada empreendedora, sobre o prazer de trabalhar com criação e comentou como é fazer parte de uma experiência colaborativa. Resiliência e criatividade, a Janaína tem. Entre na conversa!

Mariana Galera, arte na Casa

O número 1.870 da rua Paranaguá é um dos endereços da Londrina Criativa.

A casa colorida, toda feita em peroba, pelo arquiteto Marcos Barnabé,  nos anos 80, funciona como um espaço colaborativo.

A beleza da construção já é um bom motivo pra entrar.

Fica mais interessante ainda quando se descobre a produção original que é vendida ali.

São cinco marcas dividindo o espaço, os custos e cocriando a agenda de feiras e eventos culturais e gastronômicos que atraem os visitantes.

Veja aqui o depoimento da arquiteta e artista plástica, Mariana Galera.

Ela contou ao Tp1 toda a sua jornada empreendedora, comentou a experiência colaborativa e compartilhou diversos aprendizados.

É ver e aprender com ela.

O Shokunin e nós

Por Carlos Mattos –
Quanto tempo você está disposto a dedicar para dominar sua profissão? Esta é a
pergunta de um milhão de dólares. Existem muitos desenvolvedores no mundo, e há
um único traço que separa um grande desenvolvedor, de um desenvolvedor mediano:
dedicação ao trabalho.

Confira o Manifesto do Artesão de Software:

“Como aspirantes a Artesãos de Software, estamos elevando o nível do
desenvolvimento do software profissional, praticando-o e ajudando outros a aprender
o ofício. Através deste trabalho, passamos a valorizar:
Não apenas o software funcionando, mas também o software bem construído.
Não apenas respondendo a mudanças, mas também constantemente adicionando valor.
Não só indivíduos e interações, mas também uma comunidade de profissionais.
Não só colaboração com o cliente, mas também parcerias produtivas.
Ou seja, em busca dos itens à esquerda, achamos os itens da direita indispensáveis ​​”.

A grandeza, em qualquer busca criativa, exige dedicação. Por exemplo, se você quer
ser escritor, você tem que fazer todas as coisas que tornam os escritores excelentes.
Você deve escrever, e quero dizer, escrever muito. Você só evolui como escritor,
fazendo isso. Você também deve ler. Como você pode esperar ser um grande escritor,
se não dedicar um tempo para ler o trabalho de outras pessoas? Você também deve
procurar e receber críticas.

É somente dedicando-se a ser um estudante de todas as formas de um ofício, que você pode alcançar a grandeza. Isso é verdade em qualquer empreendimento criativo. Quer ser cantor? Cante. Quer ser pintor? Pinte. Quer ser fotógrafo? Fotografe. Quer ser um chef? Cozinhe!

Um bom exemplo de busca pela excelência, pode ser encontrado no oriente. Os
japoneses se concentram na perfeição mesmo na tarefa mais simples. Em qualquer
parte do Japão, todo prestador de serviço está focado em seu trabalho, e procura
garantir uma ótima experiência ao cliente. Não apenas sendo bons em fazer o que
fazem, os japoneses realmente inovaram nos processos diários e construíram um
modelo, conhecido como modelo Shokunin.

A palavra japonesa Shokunin é definida pelo dicionário japonês como
artesão ou ‘artista’.  Mas tal descrição literal, não expressa plenamente o significado mais profundo. O aprendiz japonês é ensinado que Shokunin significa não apenas possuir habilidades
técnicas, mas também implica uma atitude e consciência social. Shokunin tem uma obrigação social de trabalhar o seu melhor, para o bem-estar geral do povo. Esta obrigação é espiritual e material, não importa o que é, o Shokunin tem a responsabilidade de cumprir os requisitos.

O conceito de Shokunin como artesão ou artista é muito interessante, mas é a
frase “O Shokunin tem obrigação social de trabalhar o seu melhor, para o bem-estar
geral das pessoas”  que realmente me chama a atenção. É uma declaração
verdadeiramente impressionante. Isto significa que quando você alcança a grandeza,
você tem uma obrigação para com a comunidade que você serve.

Eu sempre procuro as razões que me fazem gostar de ser um desenvolvedor de
software, e acredito que deve ter algo a ver com Shokunin. O desenvolvimento de
software é uma indústria de serviços, e é nossa responsabilidade fornecer um produto
que, em última análise, melhore a vida das pessoas.

Uma das minhas atividades favoritas é observar as pessoas usando o software que
criei. Às vezes, o software é chato e entediante, como um módulo de contabilidade.
Outras vezes, é algo que torna o trabalho ou a vida de uma pessoa realmente melhor.

São momentos em que um usuário diz “Obrigado, isso realmente ajudou”, que
cumprimos nossas obrigações como um membro da equipe. Então, agora você precisa se perguntar: você tem a dedicação para conquistar o status de Shokunin?


Carlos Mattos é pai, professor, escritor e palestrante, apaixonado por tecnologia.
Atua na área de desenvolvimento de software para o mercado corporativo desde
1998. Nomeado pela Microsoft como MVP por 12 anos consecutivos (2003-2016)
e como Microsoft Regional Director (2017-2018) em reconhecimento às suas
contribuições para as comunidades técnicas e acadêmicas.
Mattos é Chief Architect e Head of Technology and Innovation na GFT.