UM GUIA DA FLORESTA, UM ESCRITOR E UM DOUTOR SE ENCONTRAM NO MEIO DA MATA DOS GODOY. E VOCÊ DEVERIA VER O RESULTADO

A Mata dos Godoy como nunca vimos

Marcelo Frazão

Londrina – Se você pensa que a defesa da Mata dos Godoy é um assunto apenas para ambientalistas cheios de ideologizações, chegou a hora de realmente prestar atenção nesse assunto de maneira séria.

Você precisa ler e assistir ao que três moradores da cidade – especialistas em Mata dos Godoy e nos elementos dela – têm a dizer.

Um poeta, escritor e literato, que conheceu os antigos donos do local (os irmãos Olavo e Álvaro Godoy) – o ímpar Domingos Pellegrini.

Um empirista que convive há 27 anos com o que há dentro da Mata – o experiente Zé da Mata.

Um pesquisador de Biologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) de alto nível – o doutor Edmilson Bianchini.

No lugar de uma reportagem comum, convidamos 20 moradores ligados ao Tp1 para irem ao Parque Estadual Mata dos Godoy nessa “viagem”.

Os moradores que acompanham o Tp1 com Pellegrini, Bianchini e Zé da Mata: conhecimento integral sobre a floresta

Uma multivisão do que “significa” a Mata e que raramente é ofertada.

Quem foi, viu uma pequena mostra de como a relação entre ciência, poesia, biologia, história, lutas pessoais, geologia e literatura interagem e ajudam a entender o porquê de a conservação da Mata dos Godoy estar acima de qualquer interpretação que isole a floresta como um caracter ambiental – o que mesmo assim já seria extremamente rico.

“Tivemos uma experiência para a vida”, concluiu a moradora Juliana Antivero, depois da aula de campo do Tp1 com os três “mestres” da floresta.

Não se trata de uma floresta “qualquer”: do tamanho de quase 700 campos de futebol (690 hectares), o Parque da Mata dos Godoy é o retrato do que sobrou de menos de 5% do que já foi a Mata Atlantica em Londrina, no Paraná e no país.

Há quem veja o número como um argumento “ambientalista” para sustentar a existência e a não-agressão completa que Londrina ainda deve à Mata dos Godoy.

Então, perceba mais esse dado: segundo a Fundação Osvaldo Cruz, nos próximos 25 anos o aquecimento global deve elevar em até 5,6º graus a temperatura média de Londrina e do Norte do Paraná.

Está aqui no site oficial da Fiocruz.

Traduzindo: se eu e você estivermos vivos em 2042, vamos nos sentir como em um forno permanente de um verão estendido. Não será gostoso – menos ainda com o cenário de mais seca e redução das chuvas em 18%.

Se isso ainda não justifica a existência da Mata para muita gente, o Todos por Um capturou mais dimensões sobre ela.

A Mata dos Godoy não é nem mesmo ainda totalmente clara para a ciência e para quem há décadas a estuda.

A sensibilidade da floresta tem uma dinâmica intrincada, ameaçada pelo avanço desnecessário da cidade sobre ela.

O chamado “urban spraw” – espalhamento das manchas urbanas sem controle – é atualmente a maior ameaça à Mata dos Godoy.

Vai patrocinada pelo imobiliarismo e pelos especuladores de terras pendurados em governos que ameaçam a floresta enquanto clamam por “desenvolvimento”, vilipendiando até mesmo o próprio conceito econômico.

Entre perobas e figueiras de até 500 anos dentro da Mata, nossos três especialistas seguem “assuntando” floresta adentro.

Pellegrini (camisa alaranjada) com Edmilson Bianchini: papo de alto nível no meio da floresta

“Na mata duas espécies de figueira e o palmito se encaixam como espécies-chave. São espécies que abastecem os animais durante épocas de “seca” da floresta. Os animais usam essas árvores para a manutenção da fauna no período desfavorável de alimentação. Se as perdermos, a fauna fica sem alimento e é possível perdermos os animais também. Teríamos o que se chama de perdas em cascata: uma série de perdas na floresta decorrentes do começo do desaparecimento de uma espécie em um determinado momento”, explica Edmilson Bianchini, doutor em Biologia Vegetal, pesquisador da Mata desde 1989.

E segue:

“A complexicidade desse ecossistema é muito grande. Nós não conhecemos praticamente nada dessa complexidade porque as redes biológicas estão só começando a ser estudadas, com pesquisas com orquídeas e polinizadores. E quando a gente interfere em algo assim, dificilmente consegue reestabelecer”, define.

Nos ambientes originais, o nível de interação micro e macrobiológica é tão extenso que o professor faz um alerta:

“Imaginar que o homem vai conseguir fazer uma floresta com o nível de complexidade que nós temos aqui na Mata dos Godoy é utópico. Não existe. A gente consegue reproduzir fisionomicamente uma floresta. Podemos ter uma visão de uma floresta parecida com essa, mas com esse nível de complexidade aqui, jamais. Inclusive pode ser que nós já tenhamos espécies extintas aqui na Mata decorrente da redução do tamanho dela. Então, é extremamente importante a conservação disso que temos – e que é primitivo. Criando uma zona de amortecimento, por exemplo, capaz de diminuir ao máximo qualquer impacto que possa ser causado nesse ecossistema. A zona de amortecimento é extremamente importante na conservação dele”.

O pesquisador considera que a Mata dos Godoy é um “banco genético” gigantesco do que existe da biodiversidade.

É como se no lugar de apenas empalharmos animais e lotarmos geladeiras de laboratórios com sementes de árvores, cascas de tronco, borboletas, insetos e amostras de DNA da fauna e da flora – tudo isso já existisse.

E melhor: vivo na própria floresta.

A Mata, reforça Bianchini, também “abastece” outros 70 fragmentos de pequenas florestas com a biodiversidade que irradia dela.

E qual é a idade da floresta?

“O que temos aqui é resultado de uma atividade de 5 bilhões de anos”, conclui Domingos Pellegrini, entre uma e outra história sobre os irmãos e antigos donos das terras onde está a floresta – Álvaro e Olavo Godoy.

Como a floresta só existe em razão da terra vermelha – o solo de Londrina “nasceu” da oxidação/degradação da lava vulcânica derramada por aqui – então a Mata dos Godoy, na prática, tem a idade do planeta Terra.

Zé da Mata abraça peroba nos Godoy: respeito por 500 anos de idade

TOC-TOC-TOC

(“Toc-toc-toc”) – “Olha só esse som!” – chama atenção o experiente Zé da Mata, um operário da floresta que está ali há 27 anos, desde quando o parque foi inaugurado pelo governo do Paraná.

Ao lado de uma gigante figueira, ele conta a história.

“Diz a lenda que os índios batiam nas catanas (as raízes tabulares das figueiras) para reproduzir um som oco que servia para alertar sobre a presença de brancos no meio da floresta”, conta Zé da Mata, fazendo o que fala.

 E mais uma parte de toda essa história você pode acompanhar nesse vídeo de 7 minutos em que os três trocam conhecimentos sobre o poder da nossa floresta pé-vermelha.

Sempre que você pensar na Mata dos Godoy, lembre-se de que a maioria das cidades brasileiras há tempos não tem mais um ativo desse nível perto.

Só dá play!

3 visões sobre a Mata dos Godoy

Somos Londrina. Somos Todos por Um.

UMA FEIRA DE ORGÂNICOS PARA CHAMAR DE SUA

Marcelo Frazão

Londrina – Você pode até não gostar dessa pergunta. Só que agora posso fazê-la com base na minha própria experiência sobre o tema.

Qual é o seu “mimimi” para não comer melhor em Londrina?

Qual é a desculpa que geralmente você usa para não se interessar mais diretamente sobre comer sem veneno, orgânicos e afins?

Como morador de Londrina a gente sempre espera que um milagre aconteça e que, de repente, nossa cidade torne-se um oásis de ciclovias, trânsito respeitoso e seguro, árvores bem cuidadas, ruas limpas e acesso para a população à comida sem veneno ou aos orgânicos.

Essas são alguns temas do Todos por Um.

Mas, como jornalistas, junto com a Chris Mattos e o Ranulfo Pedreiro, não esperamos milagre.

Indo além das notícias – algo que fizemos muito bem nos últimos anos, nos maiores veículos de comunicação aqui da nossa cidade – decidimos que seríamos capazes, junto com mais pessoas, de fermentar soluções sobre esses e tantos outros temas sobre Londrina.

Um deles, certamente e sem dúvida, é o acesso à comida sem veneno.

Quando falo comida, digo de frutas, verduras, legumes – e até ovos, pães, massas.

Existem várias formas de se envenenar.

Eu mesmo não sou imune a várias delas, mas algo que passei a compreender um pouco mais por dentro é como podemos, em Londrina, fomentar a cultura do sem veneno.

Aqui no Tp1, começamos várias conexões.

A primeira delas é aumentar o número de produtores de orgânicos em Londrina. Mais oferta, mais gente comendo.

Ano passado, o Tp1 conheceu a família Rampazzo, no distrito de São Luiz, sul de Londrina.

A fala da Thaíse Rampazzo, produtora, era reveladora sobre a preocupação da família. “A gente aprendia como plantar verduras e legumes sem veneno só com as informações que conseguíamos na internet”.

Assim que ouviu isso, a Christina Mattos, aqui do Tp1, não teve dúvidas: conectou os agricultores ao valioso Núcleo de Agroecologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Agora, os Rampazzo estão a poucos meses de obter a certificação orgânica. Uma vitória deles.

Eu mesmo passei a comprar dos Rampazzo diretamente.

Na sequência, começamos a mostrar para os demais moradores de Londrina a batalha da família. E levamos, várias vezes, interessados em passar uma manhã na propriedade.

Com o Tp1, muita gente (você está no meio?) já colheu diretamente da horta orgânica, foi ao rio e à mina da propriedade, almoçou como um Rampazzo e conheceu a família.

Moradores indo a campo na propriedade dos Rampazzo, com o Tp1

Com isso, aprendi que quando compro a comida plantada por eles, invisto na família e no impacto do que fazem.

Fez sentido para mim.

Com o nosso grupo de whatsapp, mais gente passou a comprar dos Rampazzo também. Tudo pode ser entregue em casa.

Para vocês terem ideia, uma cesta com diversas quantidades de itens de uns sete orgânicos custa R$ 60. Divido em grande quantidade com mais três famílias.

Quanto mais moradores de Londrina os conhecem,  maior o interesse em aderir à proposta.

Ou seja: ver de perto e participar de conexões deu o empurrão necessário para exterminar minhas constantes desculpas como morador de Londrina.

Me declarava um interessado em comprar alimentos sem veneno mas logo deixava de fazer o que precisava ser feito.

Vivia repetindo que os orgânicos eram caros no mercado, que não havia lugar para comprar, que isso era difícil, que aquilo e tal…

Quando o Tp1 foi em busca do assunto, percebemos que todo mundo tinha os mesmos argumentos para não consumir orgânicos aqui em Londrina.

E decidimos que era preciso detonar mitos, abrir o assunto, levar mais ainda as pessoas às propriedades.

Era preciso conhecer as pessoas que plantam a nossa comida.

E abrir isso para todas as pessoas que puderem estar com a gente.

Agora, registramos a ÚNICA Feira Orgânica que acontece TODO SÁBADO, das 9h às 12h, aqui em Londrina.

Você deveria ir lá: fica na rua Uruguai 1656, esquina com a rua Venezuela. Na Vila Brasil.

Ali estão cinco famílias de agricultores que vendem itens próprios e de mais cinco produtores orgânicos. E ainda uma associação sem fins lucrativos que acaba de criar uma escola da iniciativa Waldorf em Londrina. Vendem cafés e tortas feitos com orgânicos e o que é arrecadado vai para o projeto.

As cinco famílias de produtores da Feira de Orgânicos: não existe concorrência entre eles

Tudo o que existe é certificado. Sem veneno mesmo, e dentro de padrões de produção.

A única feira orgânica de Londrina é iniciativa dos próprios produtores associados.

Entre várias atitudes necessárias para nos tornarmos a cidade que queremos ser, o Tp1 se impôs a tarefa de ver Londrina como referência em orgânicos.

E nesta TRANSMISSÃO AO VIVO, quebramos os mitos perguntando TUDO o que qualquer morador de Londrina precisa saber sobre o tema.

Banca de orgânicos na Feira da Vila: quando fui, a banana era mais barata que no mercado – e sem veneno!

Com este arsenal de CONTEÚDO, qualquer um pode se interessar em aumentar o consumo dos orgânicos.

A palavra “consumo”, inclusive, nem é tão apropriado assim. Quem compra orgânicos financia uma cadeia de saúde que começa com o meio ambiente, os rios, o solo, a vida do produtor e a sua própria vida.

“Tem gente que deixa de comprar remédio e passa a comer orgânicos”, diz logo Gustavo Reis, produtor de Guaravera, presente na Feira da Vila Brasil.

Na conversa com quem planta a nossa comida, vem clara a diferença entre pagar por um produto convencional, comprado muitas vezes com a intermediação de um supermercado, e lidar diretamente com o produtor interessado nesse propósito.

Para quem vê com normalidade pagar R$ 3 por uma garrafa de água ou R$ 4  por uma lata de Coca-Cola – e reclama de investir R$ 4 em uma moranga orgânica linda (como a da foto) – os argumentos desse conteúdo valem como um chacoalhão necessário.

Vejam a história do (ex) designer Eduardo Carriça e da bióloga Gabriela Scolari, da Terra Planta.

Carriça, na sua propriedade: floresta dá suporte para a horta saudável

Tp1 com moradores de Londrina visitando a propriedade do casal

Eles usam uma prática chamada agricultura sintrópica.

Deram-se conta – aprendendo com um suíço – que plantar árvores com comida seria um caminho muito mais viável para a cultura orgânica. A prática de crescer floresta junto com verduras, frutas e legumes ajuda a “criar” solo.

“Na nossa terra o solo era muito degradado porque servia só para plantio de soja e precisava ser reestruturado. Tínhamos que ter a condição para os orgânicos”, diz a bióloga.

“Plantas em solo saudável não são atacadas por insetos. Neste caso, a floresta faz as plantas ficarem totalmente saudáveis porque fornece água e nutrientes. Sem isso, é preciso usar herbicidas, adubos e tudo o mais”, ensina.

O casal também inicia a certificação de ovos orgânicos – a procura na feira é grande. Já nem dão conta com a pequena produção que tem.

“No começo, as pessoas acham os orgânicos feios. Mas quando se cuida do solo, acaba esse problema”, completa Eduardo, exibindo cenouras, abóboras, alfaces e vários tipos de comida sem veneno.

Neste vídeo ao vivo você pode ver todos os mitos sobre o consumo de orgânicos em Londrina serem quebrados.

Se para você preço é um deles, assista ao que dizem os agricultores. “Aqui na nossa feira há produtos com preço até 35% menores do que no supermercado”, assegura.

“A gente paga R$ 30 por um lanche ruim em fastfood e acha normal. Com R$ 30 aqui na feira dá para sair com o suficiente para alimentar uma família inteira por pelo menos uma semana”.

Na transmissão direto da Feira, entrevistamos ainda os produtores

Gustavo Reis – de Guaravera, Londrina
Eduardo e Gabriela (Terra Planta) – de Sabáudia
Rosane (Flor do Campo) – pães integrais, massas e compotas só com orgânicos
Guilherme (Orgânicos Vó Felícia) – Limoeiro
Vani – Café biodinâmico com a Iniciativa Waldorf
Luiz Monobi e Luíza (Sítio Pulsare) – Limoeiro, em Londrina

No mais, clique no link com a transmissão.

E vá à feira de orgânicos da Vila Brasil.

Tudo o que você precisava saber sobre orgânicos em Londrina e não tinha como perguntar

Depois, conte para a gente o que achou desse conteúdo Tp1!

Somos Londrina. Somos Todos por Um.

OS QUADRINHOS CRESCERAM!

SÃO TRAJETÓRIAS DOLORIDAS, CRUAS, MUITAS VEZES CHOCANTES, NARRADAS SEM MEIAS PALAVRAS.

Reprodução
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por Ranulfo Pedreiro

Olá pessoal tudo certo?

Não sei se vocês já perceberam, mas os quadrinhos evoluíram.

Há muito deixaram de ser meros gibis e passaram a abranger assuntos importantes.

Por isso, ultimamente, andei lendo alguns quadrinhos – que agora são editados em formato de livros – e encontrei um que achei excelente.

Chama-se Habibi e foi  escrito/desenhado pelo americano Craig Thompson.

Para vocês conhecerem mais, fiz uma pequena resenha:

Em algum lugar da África islâmica o mar virou areia e a água desapareceu, deixando um barco cercado por um oceano de dunas.

Ali, no meio do nada, vivem Dodola e Habibi, duas almas regidas pelas interpretações do Corão em um universo de anjos, ritos, lendas e histórias que pertencem à origem da civilização.

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Nada disso, porém, parece tema para uma história em quadrinhos.

Isto é, caso a chamada arte sequencial ficasse reduzida ao universo infanto-juvenil que lhe rendeu tratamento de produção descartável – o gibi.

Mas os preconceitos já estão abandonando as HQs.

Elas ganharam o formato de livros luxuosos e há décadas estão focadas no universo adulto, seus dramas e suas crenças.

Trata-se de uma arte em si, com características próprias de escrita e linguagem gráfica.

Sim, as histórias em quadrinhos cresceram e foram saborosamente apropriadas pelos marmanjos.

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Lançada em bela edição pela Quadrinhos na Cia., Habibi é exemplo de como uma HQ pode chegar às profundezas do que nos faz humanos – sentimentos, incertezas, conhecimentos, histórias – de forma surpreendente.

Escrita e desenhada pelo americano Craig Thompson, Habibi tem proporções clássicas ao abraçar infinitas histórias em uma mesma narrativa, tendo como fonte o próprio Corão, a filosofia grega e a cabala.

Partindo de belos temas religiosos, Craig Thompson conta uma história em que, como o mar pode virar areia, os opostos se dialogam e se confrontam.

Assim, surge uma mãe capaz de amar mais o filho adotivo do que o legítimo; um jovem que repudia o sexo; um sultão corroído pelo tédio gerado pelo excesso de riquezas e prazeres.

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São trajetórias doloridas, cruas, muitas vezes chocantes, narradas sem meias palavras em passagens trágicas.

Mas também repletas de humanidade e sabedoria.

Habibi é, portanto, uma obra grandiosa e, como tal, às vezes esbarra na própria pretensão ao desenrolar mistérios universais dentro de uma narrativa carregada de desejo – um desejo mutilado, seco e cruel como o deserto a traçar o caminho rude e acidentado de duas pessoas que buscam apenas um lar.

***

Craig Thompson é também o autor de Retalhos, outra HQ que se tornou referência por investigar os sentimentos contraditórios da adolescência.

Habibi saiu originalmente em 2011, e está desde 2012 no catálogo da Quadrinhos na Cia, selo da Companhia das Letras.

Presta atenção: o livro é indicado para maiores de 18 anos, tem 672 páginas e um preço médio de R$ 65.

Somos Londrina. Somos Todos por Um.