4/MAR – PASSEIO DA HORTA À FLORESTA

Chris Mattos
Londrina –  Temos um convite para você conhecer um novo caminho para a produção de alimentos.
Sabemos que a exploração de recursos do Planeta está no limite. O que pode nos salvar é uma mudança de comportamento.
A Agricultura precisa se livrar da dependência dos agrotóxicos. Produtos que estão causando problemas graves de saúde na população e danos gigantescos ao ambiente.
Uma saída é a Agrofloresta.
Nosso passeio será na Terra Planta, uma empresa que também é a declaração de fé num modo de vida.
Os proprietários, o casal Gabriela Scolari e Eduardo Carriça, escolheram como propósito para a família gerar abundância de alimentos e ao mesmo tempo proteger a natureza. É o legado que querem deixar para os filhos.
Gabriela é bióloga e  e Eduardo abandonou a carreira de designer gráfico para aprender a imitar a floresta, criando densidade e diversidade em canteiros de hortaliças, arbustos e árvores. Sem veneno ou adubos químicos, sem gastar muita água, acolhendo a fauna.
A Agrofloresta é um sistema de regeneração da terra  que garante alta produtividade na produção de alimentos.
Quem desenvolveu o método foi o suíço Ernest Gotsch. A equipe da Terra Planta aprendeu com ele e hoje também oferece cursos para todo o tipo de público. Entre os visitantes estão agrônomos, biólogos, paisagistas, donos de chácaras, produtores rurais, escolas e famílias interessadas em consumo responsável.
O Tp1 leva grupos para visitar a propriedade desde 2016. A experiência de ver a floresta nascendo e de ouvir o depoimento dos jovens agricultores – conhecendo de perto o resultado do trabalho deles – é emocionante.



Durante as visitas guiadas do Tp1, os participantes conversam com o Edu e a Gabi, percorrem os canteiros e testemunham a resposta da natureza.
O casal também compartilha o que sabe para o cultivo de hortas caseiras.
E oferece um almoço só com produtos orgânicos frescos. Uma delícia.
Além disso, é possível fazer a feira ali mesmo e voltar com a sacola cheia pra casa.
Onde tudo acontece
A Terra Planta está dentro da Fazenda Santa Rosa, no município de Sabáudia, 40 quilômetros de Londrina, à beira de uma rodovia. A propriedade é da família Scolari há décadas e sempre foi explorada pelo método tradicional da agricultura.
Agora, a nova geração está encarando o desafio de devolver o que foi retirado da natureza e construir um negócio realmente sustentável.
Fazer este passeio é inspirador. Faz pensar e abre caminho para que a gente busque e faça algo para melhorar o mundo ao nosso redor.
Venha! Traga seus filhos e amigos.
Será um domingo muito bem aproveitado.
Clica aí no vídeo para assistir Eduardo Carriça contando o que acontece. Depois, vale a pena seguir lendo.

Continue lendo a entrevista com o Eduardo:
1 – A Terra Planta está numa fazenda explorada pela agricultura convencional há várias gerações. Quais os prejuízos que este modelo causou na área da propriedade?
Os mesmos prejuízos que vemos por aí em todos os lugares onde a agricultura é feita de forma convencional: escassez do solo; extinção da fauna; envenenamento dos rios por agrotóxicos, gastos absurdos em adubação e controle de pragas.
2 – Como foi a descoberta e o aprendizado da Agricultura Sintrópica?
Descobrimos a Sintropia em julho de 2016, quando fizemos um curso de Introdução ao SAF (Sistema Agroflorestal) em Brasília com Juã Pereira.
Quando chegamos no cerrado tudo era seco e morto. Parecia um deserto – menos no Sítio Semente, onde o Juã vem fazendo agrofloresta sintrópica há 12 anos. Lá era tudo verde e fresco, dava para sentir a água abundante nas plantas, nas folhas, no ar… Dentro da agrofloresta fazia 25º C com umidade de 35%…e 10 metros fora dela a temperatura era de 33ºC  com umidade de 7% !!!
Ficamos maravilhados em ver como é possível fazer agricultura trabalhando em sintonia com a recuperação do ambiente, produzindo alimento e plantando floresta. Duas semanas depois, iniciamos a agrofloresta na Terra Planta!
3 – A ideia é ocupar toda a fazenda com Agrofloresta?
Esse é nosso desafio. É o que nos faz acordar e dormir pensando todo dia. É onde queremos chegar.
4 – A Terra Planta começou produzindo orgânicos de forma tradicional. Quais foram os ganhos a partir da produção agroflorestal?
Os ganhos foram principalmente ambientais. Não sabemos nem contabilizar em quantas vezes o nosso solo está melhor! As plantas raramente sofrem algum tipo de ataque, a fauna está chegando e em um ano e meio já vem tico-tico, perdiz, tatu, porco espinho, pererecas e sapos, lebres e muitos outros bichos.
A produção é muito maior e muito mais fácil. Não temos problemas com excesso de chuva e excesso de sol, a agrofloresta equilibra tudo isso. Os alimentos ficaram melhores e mais saborosos. É tudo em abundância.
5 – O que a Terra Planta produz e quem compra?
O nosso foco é fruta, mas enquanto elas não chegam produzimos de tudo um pouco. Hortaliças e legumes em geral. O que dá para produzir na nossa região, nós plantamos. Comercializamos nossos produtos em Arapongas e Londrina, em três feiras que fazemos durante a semana.
6 – Qual a motivação ao receber visitantes na propriedade?
Mostrar que é possível produzir de forma integrada com o ambiente, ajudando a natureza e não contra ela.
Nós começamos a receber pessoas aqui desde que iniciamos a agroflorestal. Queremos mostrar isso a elas: a evolução à natureza. Desde então fizemos alguns cursos e eventos e acreditamos que nesse tempo em torno de 600 pessoas estiveram aqui.
7 – Qual é o legado que pode resultar do trabalho de hoje?
Floresta, comida, animais, solo, muita água e, se der tempo, seres humanos.
8 – O que as pessoas podem aprender durante o passeio com o Tp1 ?
Vamos mostrar como melhorar um pouquinho o Planeta. Como comer melhor, como iniciar a sua horta, como cuidar do seu quintal, como cuidar do seu pomar, da sua bananeira. Coisas muito simples mas com um conhecimento muito profundo de Ernst Gotsch – que faz toda a diferença.
 9 – Por que a Terra Planta aceitou o convite do Tp1 para esta parceria?
Porque as pessoas precisam conhecer isso, ver de perto – não na tevê. O Tp1 é nosso parceiro desde o começo: quando implantamos o nosso primeiro canteiro os TpÚnicos vieram ver. Assim como a agrofloresta cria Áreas de Inclusão Permanente, o Tp1 cria Matérias de Inclusão dos Espectadores. Estamos juntos nessa.

O casal Eduardo e Gabriela: os anfitriões dessa fábrica de meio ambiente com comida a 40 kms de Londrina para visitarmos

RESUMO e ROTEIRO
PASSEIO: Tp1 DA HORTA À FLORESTA
O que esperar?
Conhecer o cultivo agroflorestal e os benefícios para o ambiente e as pessoas; participar de oficina de horta caseira (com dicas pra quem mora em apartamento também); saborear um almoço completo feito exclusivamente com produtos orgânicos; comprar hortaliças, frutas e queijos orgânicos numa feirinha exclusiva para os participantes.
Quando? 4 de março (domingo)
Onde? Terra Planta (40 km do centro de Londrina)
Público: Famílias com crianças, interessados em produzir alimentos para consumo próprio, produtores rurais, agrônomos, biólogos, curiosos.

  • Reserve já pagando pelos botões abaixo, imprimindo boleto (que pode ser pago na internet, lotéricas e caixas eletrônicos), ou com cartões diversos, à vista ou a prazo. Não é necessário ter conta no PagSeguro.

> Pague On-line!

Não-assinante dos Planos Tp1
Investimento: Aula de campo + oficina de horta caseira + almoço delícia
$70 convite individual               $120  duas pessoas             $40 crianças (até 12 anos)

                                                             

Assinantes de todos os planos mensalidades Tp1

$45   

*Crianças menores de 4 anos não pagam
ROTEIRO Tp1!
7h45: Ponto de Encontro, no estacionamento do Pizza Hut na Av. Ayrton Senna
8h00 : Partida para a Terra Planta, empresa de produtos orgânicos, em Sabáudia, a 40 km de Londrina.
9h00 : Chegada à Terra Planta
9h30: Passeio nos canteiros de agrofloresta
10h00 : Oficina de horta caseira
11h00 : Compras na feirinha orgânica (hortaliças, queijos e mudas)
12h00 – Almoço
13h00 : Siesta
14h00: Encerramento
 
AVISOS IMPORTANTES:
1 – Não oferecemos transporte. Cada um deve ir com seu carro ou combinar caronas no ponto de encontro. Não nos responsabilizamos pelo grupo durante o trajeto.
2 – Há uma praça de pedágio no trajeto. Você vai precisar pagar  xxx .
3 – Seja pontual. Não podemos aguardar quem se atrasa para não comprometer a programação. Se você perder a saída do grupo, poderá seguir sozinho até Sabáudia.
4 – Mas vai aproveitar menos o passeio. Link como chegar.
5 –  Use roupa leve mas que ajude a proteger do sol. Vá com calçado confortável e velho. Vai sujar! Leve toalha de banho, de rosto, sabonete e uma troca de roupa e chinelos se quiser tomar um banho no banheiro ou no esguicho da irrigação.
6 – Leve sua garrafinha d’água.
7- Leve um caderninho e caneta para fazer anotações durante a oficina de horta caseira.

SOBRE COMO FAZER UMA FLORESTA E NOS ALIMENTARMOS DELA

por Christina Mattos
LONDRINA – Você já se emocionou com uma plantação agrícola? Eu sim!
Acompanhei por algumas horas o trabalho de implantação de uma nova área de agrofloresta.
Um mutirão com 60 pessoas para plantar uma floresta de comida. Debaixo de sol, trabalhando muito pesado e … felizes. Parecia que eu estava assistindo à construção de um pequeno mundo novo.
Era um curso.

Todos estava ali aprendendo como produzir alimentos sem degradar a terra. Ou melhor: a Terra.
É tudo diferente do que conhecemos como Agricultura. Derrubar mata, plantar uma só espécie em grandes espaços, fazer queimadas, usar veneno…
Nesse mundo dos agrofloresteiros? Não!!
Na Agricultura Sintrópica o homem trabalha a favor da natureza. Tenta imitar a floresta.

Hortaliças, arbustos, árvores crescendo junto.
Aproveitamento máximo de espaço e tempo. Plantas com ciclos, alturas diferentes. Colheitas sucessivas de alimentos, cada um a sua época.
Solo sempre coberto com matéria orgânica. Solo “gordo” como eles dizem. Podas regulares, rejuvenescendo as plantas e garantindo o alimento do solo. Galhos, folhas e palhadas distribuídos nos canteiros e no espaço entre eles também.
Juã Pereira foi o professor da turma.
Ele é dono do Sítio Semente, em Brasília, propriedade referência em Agricultura Sintrópica. Sem dúvida, Juã é um dos maiores especialistas do país na agricultura com floresta.
O curso foi organizado pela Terra Planta, empresa de produtos orgânicos que  aderiu ao cultivo agroflorestal há um ano. Parceira do Tp1.
Perguntei pro Juã quem era ele antes de sair pelo Brasil ensinando e convertendo pessoas para essa outra forma de Agricultura.
“Eu era um verme, um sugador, mais um número, um revoltado…”
Assista:

Fala apaixonada de alguém que encontrou um novo sentido pra vida, fazendo Agricultura que cria solo, cria água e cria ar.
Juã aprendeu o método com Ernest Gotsch , europeu que trocou o Nordeste da Suíça pelo Nordeste do Brasil.
Ernest comprou uma terra degradada no Sul da Bahia, nos anos 80, e transformou numa floresta que produz alimentos.
Hoje, quem achava que o coitado do gringo tinha sido passado pra trás e comprado terra improdutiva, se espanta.
Na área de 500 hectares – a maior parte convertida em reserva – ele produz inúmeros alimentos. O principal produto é o cacau, de qualidade excepcional, exportado a preço 4 vezes superior ao de mercado. O comprador é uma grande fábrica de chocolates na Itália.
O suíço defende que a Agrofloresta é a melhor saída para a Agricultura Familiar, em qualquer região do país. Mas não só.
Grandes empresários também estão buscando consultoria e fazendo parcerias com Ernest. Desenvolvendo equipamentos para facilitar o trabalho em grandes áreas. Já existem experiências de cultivo agroflorestal em larga escala. A Fazenda da Toca, em São Paulo, é uma delas.
Hoje, Ernest e Juã dividem o tempo entre a produção de alimentos e os cursos de Agrofloresta pelo país.
No curso aqui na região de Londrina, a turma era formada por produtores rurais, agrônomos, biólogos, paisagistas e até gente querendo ter uma mini agroflorestal no quintal.
Em comum, a consciência clara de que não podemos mais continuar apenas retirando o que precisamos da Natureza com métodos que destroem. Precisamos ser parceiros.
É um novo modo de viver e de produzir alimentos em abundância.
Eduardo Carriça era designer gráfico. Abandonou a profissão pra criar a  Terra Planta, junto com a mulher – a bióloga Gabriela Scolari. A empresa fica dentro da fazenda da família dela, em Sabáudia, meia hora de Londrina.

Em um ano, o casal implantou um mix de 200 espécies de plantas em uma área de 5 mil metros quadrados.
Árvores para madeira, árvores frutíferas e hortaliças. Eles contam que comparado ao plantio orgânico convencional, a produção pode chegar a ser 8 vezes maior.
Além disso, as despesas diminuíram. Adubação agora é natural. Resultado das podas que vão ao chão, da cobertura do solo e da variedade de espécies.
O casal vende os produtos em feiras orgânicas em Londrina e Arapongas. Agora, investiu em uma estrutura de sala de aula, refeitório e banheiros para realizar cursos de educação ambiental e cultivo agroflorestal.  Se quiser entrar em contato com eles é só clicar aqui.  
O Tp1 leva consumidores para conhecer a Terra Planta desde o ano passado. É incrível ver a transformação da área. E é esse o legado que a Gabi e o Edu querem deixar.

A estudante Virgínia de Souza, do Curso de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi a escolhida para um bolsa oferecida pela Terra Planta ao Tp1.
Ela é moçambicana e está fazendo intercâmbio. O coordenador no Núcleo de Agroecologia da universidade (NEAGRO), professor Maurício Ursi, foi quem indicou a Virgínia. Mérito pela dedicação ao estudos.
Ao Tp1, a jovem resumiu o que aprendeu sobre Agrofloresta em uma frase. “ É aprender a ressuscitar o solo”. Essa é a Virgínia na imagem abaixo, com a mão na massa.

E olha só a história da Sabine VB. Ela esteve na Terra Planta pela primeira vez com o Tp1. Foi ano passado. Havia acabado de se mudar pra Londrina e, logo viu, estava mudando de vida.

Voltei pra casa depois do curso.
Recolhi todas as folhas de Ipê que forravam a minha calçada. Cobri com elas toda a minha horta.
Agora estou pesquisando a combinação que vou fazer na minha mini-agrofloresta.
Como diz o Juã, cada um no seu pedaço, pode dar a contribuição para o sistema Planeta Terra.
***A linda foto da turma, em destaque neste post, é da fotógrafa Shirlei Moreira!! Obrigada!!!
Somos Londrina. Somos Todos por Um

PRESTE ATENÇÃO AQUI: BRASÍLIA JÁ ERA. BOLSONARO E LULA NÃO VÃO TE SALVAR

por Marcelo Frazão

Londrina – Existem algumas maneiras de reconstruir (ou destruir de vez) um país.

Tocar fogo em tudo, apostar em diretas já (mesmo que a menos de um ano do fim do mandato), esperar que Temer, Joesley,  Dilma, Lula, Marcelo Odebrecht ou Bolsonaro – e Marina, Dória, Ciro, Joaquim Barbosa, Luciano Huck ou qualquer coisa dessas – resolvam nossas questões.

Essa gente não está nem aí para você. Se manque.

Sinto intolerância à espera de soluções por parte de quem, à esquerda e à direita, sempre nos chicoteou e usurpou.

O que vou dizer não é sobre fazer passeatas e pressionar governos – algo que deve ser feito sempre.

Em verdade, não há como imaginar que a minha e a sua vida dependam desse foco de atenção que nos consome sem resposta. Vivemos em um SISTEMA (e não em um esquema) de corrupção.

Pode gastar todo o seu repertório de indignação no facebook.

Pode ir para passeata pacífica que qualquer governo vai te apoiar e garantir seu “livre direito à manifestação”. Esgoele-se de gritar com seu cartaz de bolso no meio da multidão esperançosa… e volte para casa para tudo permanecer igual.

Ou então façamos uma manifestação violenta e sejamos drasticamente reprimidos pela PM e pelo Exército. É tiro. É porrada. É bomba. E isso você não aguenta porque o monopólio do uso da força faz do Estado o maior especialista em te reprimir.

Não confunda o que vou falar com ficar parado e aceitar a realidade. Mas fica o alerta para que aprendamos, em algum momento da curva, a não apostar todas as energias em uma resposta só.

No Tp1, cultivamos uma certeza: nenhuma solução para nos tornar melhor virá de Brasília.  Aquilo ali já era.

No entanto, sinta-se livre para acreditar que algo realmente importante possa vir de lá.

Antigamente eu supunha que toda obra ou serviço público tinha propina e gerava algum esquema para alguém.

Era só cutucar que sempre saía algo estranho.

Quão infantil meu pensamento!

Na verdade, obras e serviços públicos, regra geral, SÓ EXISTEM quando propiciam formas de subtrair recursos além da conta para quem nem deveria chegar perto de dinheiro – como os políticos.

A melhor maneira de recriar esperança e construir a realidade que precisamos, primeiro, é admitir, entre nós, que temos pessoas suficientes sentindo o desafio e a necessidade urgente de transformações. Sinto Londrina assim.

Mas não são transformações para alguém fazer por nós. Ninguém virá.

Você pode achar pueril o que afirmo, frente ao gravíssimo estado de coisas em que nos encontramos.

A mim, esta foto abaixo é a expressão de parte de uma realidade possível de erguer, apesar de tudo, com quem aceita transformar fazendo a sua própria metanóia.

Essa turma se encontrou, a convite do Tp1, durante um fim de semana, para aprender um método de mediação de conversas. Essas conversas acontecem em rodas de leitura.

E a gente faz um país…

O método da Fundação Geniantis é poderoso: a leitura é o grande pretexto para as pessoas estarem juntas, se reconhecendo ao longo de vários encontros, ouvindo e construindo uns com os outros.

Quando a gente aprende a conversar, faz. Quando a gente aprende a estar junto, isso gera ideias, interações, negócios, desafios, trocas pessoais.

Põe aí na busca do Google para você sentir o peso de decidir-se por uma metanóia.

Quando você “toma” metanóia, simplesmente para de esperar que alguém faça por você aquilo que você mesmo deve fazer.

Acredito no poder das cidades e dos moradores das aglomerações urbanas. Tenho certeza que se há algo por começar, deveria começar por Londrina.

Aqui somos equipados com condições que outras cidades nem sonham em ter. E temos um poder: o poder de ser morador de Londrina.

Agora voltemos ao momento que nos dói.

Lembre junto comigo.

Primeiro vieram as marcas de roupa – da Marisa à Zara – e nos mostraram a face oculta da escravidão nas etiquetas dos casacos que usamos.

Depois, a Odebrecht e a OAS esfregam na nossa cara como se faz corrupção com o futebol nacional e a Copa do Mundo. E empurraram, goela abaixo, gigantescas obras – atingindo até o coração do Brasil, com hidrelétricas em plena Amazônia. Foi como se fraudassem o nosso arroz-com-feijão.

Chega a Operação Carne Fraca para comprovar como aquele sanduichinho gostosinho no SubWay da Gleba Palhano faz parte de uma máquina de lavagem de dinheiro de propina por um fiscal do Ministério da Agricultura em Londrina.

E aqueles coreanos que você imaginava super-rígidos na moral e nos bons costumes – os donos da marca da tevê da sua sala?

Pois então: a Samsumg também nos fraudou em um esquema com navios-sonda na Petrobrás – no mesmo pacote, estão Eduardo Cunha e os doleiros dos crimes do mercado. Tinha holandês fazendo esquema com a Petrobrás em dragagens de portos também.

Daí conhecemos Joesley da JBS/J&F, que flana leve com sua narrativa de quem pagou quase 2 mil políticos como se contasse uma anedota no boteco. “Aí eu peguei e paguei meio milhão para ele por semana …!” (ahahahahahahahah)

E o que Joesley e seu conglomerado te mostram é a corrupção além da simples carne com SIF fraudado. Vai da margarina (iec!), aos drumetes de frango venenosos da Big Frango estalando no seu fogo. Está naquele queijinho Faixa Azul que você rala. E no macarrão também.

Está no detergente Minuano e na sandália Havaiana que, com o tempo, agora solta as tiras.

Tem esquema até no seu Neutrox, se você é disso. Tem lá na sua roupa Timberland também.

Mas você acende a esperança e diz: “Nos países desenvolvidos é diferente – o Brasil tem que chegar lá!”

Não, não é. Nunca foi. Nunca será.

Cena do filme TERRA: Netflix e Youtube tem

Americanos, franceses, italianos, gregos – até os alemães – praticamente todos os povos, de maneira geral, tornam-se presas das marcas que mais adoramos comer, vestir, dirigir, nos dar confortos.

Uns mais, outros menos. Todos sempre.

A nossa relação com as grandes marcas e empresas é tão conecta que quase podemos afirmar que elas fazem isso … por nós!

Para garantir o que queremos na escala humana que desejamos, os mundos políticos, estatais e econômicos forjaram incríveis alianças contra nós mesmos, comuns.

Convença-me que tem solução o sistema em que o amigo da JBS entra com nome falso pela garagem da casa do presidente. Ou um mundo em que um ex-presidente tem seu sítio reformado pela empreiteira que representa – antes, durante e depois de governar a República.

O poder e o dinheiro sentam-se com os pés na mesa na sala de qualquer senador ou deputado – e o tem como sócio. O BNDES, por exemplo, enfiou R$ 10 bi no grupo de Joesley e tornou-se dono de quase 30% do negócio. Fora empréstimos na CEF e BB, cujo total pode bater R$ 50 bilhões em facilidades para a JBS/J&F.

Tudo para que produtos e confortos estejam ao alcance das nossas mãos, na prateleira do mercado, a preços “módicos” em uma produção mais industrial o possível, para o máximo de humanos possível.

E se é a gente quem alimenta essa roda, a história tem, portanto, com cada um.

É com nossos dinheiros, vontades e desejos que essa intensa e imensa máquina gira e permanece em moto-perpétuo. Um ultracapitalismo estatal que nos governa junto com os governos…

Dá para boicotar a JBS no churrasco de fim-de-semana? Fazemos cócegas na Coca-Cola toda vez que decido não comprar uma latinha (só por hoje, só mais um dia)?

Vale aplicar tempo pensando nisso?

Conseguimos comer e sobreviver fora da mesa posta para nos jantar?
Há provas que sim.

Uma parte dessa prova está nas coisas locais que podemos erguer.

Semana passada, o Tp1 esteve no sítio Rampazzo, em São Luís, em uma visita organizada para moradores de Londrina.

Um casal de amigos – Telma e Luís –presenteou-me com duas dicas de filmes que captam o exato momento em que estamos.

Assisti e passo à frente.  Sim, tem na Netflix e no youtube.

Os dois são documentários franceses. O primeiro é TERRA – O filme.

Nesta produção, micróbios, fungos e bactérias contam a origem da humanidade que nos tornamos.

TERRA nos leva da floresta às cidades. Passeia pelas mais formidáveis e destrutivas coisas criadas pela humanidade para a gente mesmo.

Da evolução biológica de nós bichos à tecnologia, o documentário avalia o caminho percorrido por um olhar conjunto do nosso resultado produzido sobre o globo terrestre.

Sim, você vai se sentir dentro disso.

Ver de cima as criações gigantescas de gado nos EUA (ou no Brasil) não é, exatamente, a visão que gostaríamos do nosso bife mal passado no prato.

E a assustadora cidade russa erguida só para a exploração dos recursos minerais de uma área no meio do nada no gelo… Para termos um Iphone.

Dá para entender com perfeição em qual ponto chegamos dos processos que criamos como humanidade.

E aí tem um outro documentário que mostra a “virada”, aponta a perspectiva.

E foi impossível não encarar o Tp1 como parte dela.

O documentário, também francês, é DEMAIN – Le Film.

Traz o exato “outro lado” de toda a movimentação destrutiva que geralmente observamos sempre muito mais.

Os franceses conduzem com muita sensibilidade o registro das práticas ao redor do mundo que se contrapõem com dignidade – talvez não em intensidade e ainda na mesma escala – às coisas que nos dóem e nos deterioram como seres humanos.

Uma grande cidade americana onde o lixo é altamente controlado e não se torna problema.

A experiência de energia gerada de forma inteligente e não-destrutiva em países nórdicos.

A empolgação de finlandeses com suas visões e práticas de educação inimaginavelmente incríveis. As novas formas de se alimentar em Detroit.

As dezenas de moedas locais complementares na Inglaterra – totalmente paralelas às do país…

Aliás, essa questão das moedas locais é o que impede totalmente os dinheiros circulantes em um determinado espaço de “irem embora” dele – posto que só tem validade ali.

No Brasil, inclusive, temos centenas de moedas complementares – e o Banco Central dá uma espécie de assessoria para quem quiser criá-las no território.

São tantos os caminhos viáveis de nos desenvolvermos em nível local ou micro …. e todo dia me pergunto até quando vamos prescindir de um sistema centralizado em Brasília para nos deixar sermos responsáveis pelas nossas próprias vidas e felicidades.

Então, assista ao TERRA. E veja DEMAIN. Lembre-se de que os responsáveis por injetar esperança na vida da gente só podem ser nós mesmos, com nossas atitudes, ações e construções.

E o Tp1 faz parte disso. Vem também se você quer.

Somos Londrina. Somos Todos por Um

TIRANDO O VENENO DO PRATO EM LONDRINA!

por Chris Mattos

LONDRINA – O que você come?

O que falta à mesa dos moradores mais pobres?

Como estamos preparando a merenda nas nossas escolas aqui em Londrina?

Qual o reflexo das suas escolhas na hora de comprar alimentos?

O que isso importa para a sua saúde, a dos outros e para o ambiente?

Mudar o que a gente põe no prato pode melhorar nossos indicadores de saúde, restaurar e proteger o ambiente, aumentar a qualidade de vida, aumentar a renda dos agricultores, fomentar o consumo responsável e até atrair turistas para a nossa cidade.

Alimentos sem veneno produzidos no Sítio Rampazzo, distrito de São Luiz, Londrina, entregues na casa dos consumidores

Poderoso, não?

O caminho é longo, mas já começamos!

Londrina pode ser uma cidade referência na produção e no consumo de alimentos orgânicos.

Esta é uma crença aqui no Todos por Um. É o que temos trabalhado desde o começo.

A nossa primeira ação neste sentido começou exatamente há um ano. Foi quando cruzamos com os Rampazzo, família pioneira em Londrina, dona de um sítio no distrito de São Luiz desde a década de 40.

Nos conhecemos por acaso. Morava há poucos meses num condomínio próximo ao distrito e soube que uma moça, chamada Thaíse, entregava hortaliças sem veneno aos meus vizinhos.

Fiz a encomenda sem imaginar que estava começando uma história importante pra nós do Todos por Um.

Na época, o Tp1 ainda não existia oficialmente, faltava formalizar.

O Marcelo Frazão, o Ranulfo Pedreiro e eu já nos reuníamos 3 vezes por semana trabalhando no novo veículo de comunicação e conexão para Londrina.

Nos desafiamos a fazer Jornalismo que realmente conectasse as  pessoas. Nos comprometemos a usar nosso repertório de informações e fontes à serviço da comunidade, nos envolvendo mais – como jornalistas e como moradores – nas questões que o dia a dia em Londrina nos apresentasse.

Então, quando a Thaíse Rampazzo bateu na minha casa, quis saber de onde vinha a cesta de alimentos.

Pedi para conhecer a propriedade. Visitei o sítio. Olhei tudo. Perguntei um monte. Fiquei sabendo que eles haviam começado na cultura sem veneno buscando pelo Google. Esforço sensacional, e que poderia ser apoiado e melhorado.

Informada de  que ninguém dava assistência técnica para a produção na horta, percebi que ali é que entrava o Todos por Um.

Para juntar as pontas e aumentar a oferta de alimentos orgânicos certificados em Londrina.

Comer sem veneno, comer melhor! É uma causa que a gente defende!

Os dados do Ministério da Agricultura mostram que Londrina tem apenas 6 produtores de orgânicos certificados. Maringá tem mais de 20. Uraí também.

Fica fácil entender por que em Curitiba existem feiras orgânicas em todos as regiões, com mais variedade e preço melhor. É que metade dos produtores do Paraná está na região metropolitana da capital.

(Você pode ver  os números em detalhes no site do Ministério da Agricultura http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sustentabilidade/organicos/cadastro-nacional-produtores-organicos)

Foi então que enviei um e-mail para o professor responsável pelo Núcleo de Agroecologia (NEAGRO), da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Maurício Ursi Ventura respondeu logo informando que a universidade e as outras estaduais oferecem assistência gratuita. É uma parceria com o  TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná), autorizado pelo Ministério da Agricultura para certificar produtores de  orgânicos.

Os Rampazzo não sabiam disso. A UEL não sabia dos Rampazzo.

Quando foram conectados as coisas avançaram rápido.

Uma semana depois um agrônomo e uma veterinária estavam no sítio dos Rampazzo.

Da esquerda para a direita: Iremar Rampazzo, Thaise Rampazzo, Giovana Fogaça, veterinária, eu e Felipe Spagnuolo, agrônomo. Foto de abril de 2016 , primeira visita da equipe do Neagro ao Sítio Rampazzo

Agora, depois de um ano, ajustando tudo conforme manda a lei, o selo orgânico deve ser concedido.

O certificado dá mais segurança ao consumidor e aumenta as possibilidades comerciais para o agricultor. Ele pode vender a produção para supermercados e participar de licitações da merenda escolar, por exemplo.

Sabe o que um agricultor precisa fazer pra receber o Selo Orgânico?

 Não basta cessar aplicação de veneno!  Olha só a lista das principais exigências – segundo o certificação do TECPAR, pela qual passam os Rampazzo.

– Cultivar barreira vegetal para isolar a produção orgânica, evitando assim que o veneno aplicado em áreas convencionais próximas contamine as plantas.

– Não usar nenhuma variedade transgênica, nem mesmo numa área separada, dentro da mesma propriedade.

– Arquivar todas as notas fiscais e recibos de insumos para comprovar procedência livre de produtos químicos.

– Criar um Caderno de Campo onde é preciso anotar diariamente o que acontece na área cultivada.

–  Documentar o Plano de Manejo Orgânico.

– Comprovar período de conversão para orgânicos de no mínimo 1 ano no caso das hortaliças.

– Tudo na propriedade precisa estar em conformidade com a legislação ambiental.

No dia da auditoria para a certificação, um grupo grande percorreu a propriedade dos Rampazzo. Além do auditor, éramos um agrônomo, uma zootecnista, um economista e a Giovana Fogaça, veterinária que acompanhou os Rampazzo desde o começo deste processo.

(Faltou o Felipe Spagnuolo, agrônomo que também ajudou muito a família até passar num concurso da Emater e mudar de cidade. Ótimo profissional e pessoa!)

Depois de muita conversa e de andar por tudo … alguns pedidos de tarefas e o suspense.

O auditor fez um relatório para a certificadora e o resultado será divulgado nos próximos dias.

Nós, do Tp1, não temos dúvida de que o Selo Orgânico tá chegando!

Durante esses 12 meses, nos aproximamos muito da Thaise , da Iremar , do seu Elias e de toda a família Rampazzo.

E levamos mais gente pro sítio.  Organizamos visitas de moradores que se tornariam os novos consumidores e aliados. Os Rampazzo contaram sobre o a vida no campo, ensinaram sobre produzir sem veneno, permitiram que os visitantes plantassem pra aprender se divertindo!

Moradores de Londrina plantando juntos na horta dos Rampazzo

Os moradores de Londrina que nos acompanharam colheram alimentos direto da horta. Tomaram água da mina. Molharam os pés no Ribeirão Água Boa. Almoçaram a comida feita no fogão à lenha. Dançaram e cantaram na varanda dos Rampazzo.

Todos nós aumentamos o nosso conhecimento sobre a cidade, nos aproximamos de outros moradores, passamos a defender uma causa importante para a saúde de todos e para o ambiente.

Chef Mi, que adora cozinhar com orgânicos, provando o sabor da comida fresca, direto da horta.

Curtindo o Ribeirão Água Boa

Almoçando como um Rampazzo

Foi o primeiro teste do MODO DE FAZER Tp1.

E não ficamos sozinhos! Tivemos fila de espera para realizar os passeios.

Outros produtores de orgânicos abriram as propriedades para os grupos do Tp1.

Trabalhamos na divulgação e no fortalecimento da única feirinha orgânica da cidade.

Acontecimentos importantes. Por isso estamos comemorando cada passo. E o Selo Orgânico dos Rampazzo como uma vitória da gente como morador de Londrina.

Nosso agradecimento a todos que  participam das ações do  #Tp1comermelhor, um grupo que está crescendo e se dedicando cada vez mais a essa causa.

Só juntos podemos construir a Londrina mais saudável, referência em alimentação.

Em parceria com produtores de orgânicos, o Tp1 está desenvolvendo outros projetos!

Um deles é o Sustenta Londrina – Circuito da Horta e da Floresta.

Um roteiro de lazer e aprendizado por propriedades onde será adotado o cultivo agroflorestal. Teremos venda direta de produtos, restaurantes com menu voltado para a saúde e cursos livres.

O que mais vem por aí?

Vamos seguir nesse desafio de melhorar o que vai no prato do morador de Londrina.

Tá servido? É só chegar perto do Tp1.

Somos Londrina. Somos todos por Um

*Se ainda não está, inscreva-se na nossa lista de moradores para fazer parte!
Vá na capa do site e deixe seu mail no campo de inscrição, ok?

UMA FEIRA DE ORGÂNICOS PARA CHAMAR DE SUA

Marcelo Frazão

Londrina – Você pode até não gostar dessa pergunta. Só que agora posso fazê-la com base na minha própria experiência sobre o tema.

Qual é o seu “mimimi” para não comer melhor em Londrina?

Qual é a desculpa que geralmente você usa para não se interessar mais diretamente sobre comer sem veneno, orgânicos e afins?

Como morador de Londrina a gente sempre espera que um milagre aconteça e que, de repente, nossa cidade torne-se um oásis de ciclovias, trânsito respeitoso e seguro, árvores bem cuidadas, ruas limpas e acesso para a população à comida sem veneno ou aos orgânicos.

Essas são alguns temas do Todos por Um.

Mas, como jornalistas, junto com a Chris Mattos e o Ranulfo Pedreiro, não esperamos milagre.

Indo além das notícias – algo que fizemos muito bem nos últimos anos, nos maiores veículos de comunicação aqui da nossa cidade – decidimos que seríamos capazes, junto com mais pessoas, de fermentar soluções sobre esses e tantos outros temas sobre Londrina.

Um deles, certamente e sem dúvida, é o acesso à comida sem veneno.

Quando falo comida, digo de frutas, verduras, legumes – e até ovos, pães, massas.

Existem várias formas de se envenenar.

Eu mesmo não sou imune a várias delas, mas algo que passei a compreender um pouco mais por dentro é como podemos, em Londrina, fomentar a cultura do sem veneno.

Aqui no Tp1, começamos várias conexões.

A primeira delas é aumentar o número de produtores de orgânicos em Londrina. Mais oferta, mais gente comendo.

Ano passado, o Tp1 conheceu a família Rampazzo, no distrito de São Luiz, sul de Londrina.

A fala da Thaíse Rampazzo, produtora, era reveladora sobre a preocupação da família. “A gente aprendia como plantar verduras e legumes sem veneno só com as informações que conseguíamos na internet”.

Assim que ouviu isso, a Christina Mattos, aqui do Tp1, não teve dúvidas: conectou os agricultores ao valioso Núcleo de Agroecologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Agora, os Rampazzo estão a poucos meses de obter a certificação orgânica. Uma vitória deles.

Eu mesmo passei a comprar dos Rampazzo diretamente.

Na sequência, começamos a mostrar para os demais moradores de Londrina a batalha da família. E levamos, várias vezes, interessados em passar uma manhã na propriedade.

Com o Tp1, muita gente (você está no meio?) já colheu diretamente da horta orgânica, foi ao rio e à mina da propriedade, almoçou como um Rampazzo e conheceu a família.

Moradores indo a campo na propriedade dos Rampazzo, com o Tp1

Com isso, aprendi que quando compro a comida plantada por eles, invisto na família e no impacto do que fazem.

Fez sentido para mim.

Com o nosso grupo de whatsapp, mais gente passou a comprar dos Rampazzo também. Tudo pode ser entregue em casa.

Para vocês terem ideia, uma cesta com diversas quantidades de itens de uns sete orgânicos custa R$ 60. Divido em grande quantidade com mais três famílias.

Quanto mais moradores de Londrina os conhecem,  maior o interesse em aderir à proposta.

Ou seja: ver de perto e participar de conexões deu o empurrão necessário para exterminar minhas constantes desculpas como morador de Londrina.

Me declarava um interessado em comprar alimentos sem veneno mas logo deixava de fazer o que precisava ser feito.

Vivia repetindo que os orgânicos eram caros no mercado, que não havia lugar para comprar, que isso era difícil, que aquilo e tal…

Quando o Tp1 foi em busca do assunto, percebemos que todo mundo tinha os mesmos argumentos para não consumir orgânicos aqui em Londrina.

E decidimos que era preciso detonar mitos, abrir o assunto, levar mais ainda as pessoas às propriedades.

Era preciso conhecer as pessoas que plantam a nossa comida.

E abrir isso para todas as pessoas que puderem estar com a gente.

Agora, registramos a ÚNICA Feira Orgânica que acontece TODO SÁBADO, das 9h às 12h, aqui em Londrina.

Você deveria ir lá: fica na rua Uruguai 1656, esquina com a rua Venezuela. Na Vila Brasil.

Ali estão cinco famílias de agricultores que vendem itens próprios e de mais cinco produtores orgânicos. E ainda uma associação sem fins lucrativos que acaba de criar uma escola da iniciativa Waldorf em Londrina. Vendem cafés e tortas feitos com orgânicos e o que é arrecadado vai para o projeto.

As cinco famílias de produtores da Feira de Orgânicos: não existe concorrência entre eles

Tudo o que existe é certificado. Sem veneno mesmo, e dentro de padrões de produção.

A única feira orgânica de Londrina é iniciativa dos próprios produtores associados.

Entre várias atitudes necessárias para nos tornarmos a cidade que queremos ser, o Tp1 se impôs a tarefa de ver Londrina como referência em orgânicos.

E nesta TRANSMISSÃO AO VIVO, quebramos os mitos perguntando TUDO o que qualquer morador de Londrina precisa saber sobre o tema.

Banca de orgânicos na Feira da Vila: quando fui, a banana era mais barata que no mercado – e sem veneno!

Com este arsenal de CONTEÚDO, qualquer um pode se interessar em aumentar o consumo dos orgânicos.

A palavra “consumo”, inclusive, nem é tão apropriado assim. Quem compra orgânicos financia uma cadeia de saúde que começa com o meio ambiente, os rios, o solo, a vida do produtor e a sua própria vida.

“Tem gente que deixa de comprar remédio e passa a comer orgânicos”, diz logo Gustavo Reis, produtor de Guaravera, presente na Feira da Vila Brasil.

Na conversa com quem planta a nossa comida, vem clara a diferença entre pagar por um produto convencional, comprado muitas vezes com a intermediação de um supermercado, e lidar diretamente com o produtor interessado nesse propósito.

Para quem vê com normalidade pagar R$ 3 por uma garrafa de água ou R$ 4  por uma lata de Coca-Cola – e reclama de investir R$ 4 em uma moranga orgânica linda (como a da foto) – os argumentos desse conteúdo valem como um chacoalhão necessário.

Vejam a história do (ex) designer Eduardo Carriça e da bióloga Gabriela Scolari, da Terra Planta.

Carriça, na sua propriedade: floresta dá suporte para a horta saudável

Tp1 com moradores de Londrina visitando a propriedade do casal

Eles usam uma prática chamada agricultura sintrópica.

Deram-se conta – aprendendo com um suíço – que plantar árvores com comida seria um caminho muito mais viável para a cultura orgânica. A prática de crescer floresta junto com verduras, frutas e legumes ajuda a “criar” solo.

“Na nossa terra o solo era muito degradado porque servia só para plantio de soja e precisava ser reestruturado. Tínhamos que ter a condição para os orgânicos”, diz a bióloga.

“Plantas em solo saudável não são atacadas por insetos. Neste caso, a floresta faz as plantas ficarem totalmente saudáveis porque fornece água e nutrientes. Sem isso, é preciso usar herbicidas, adubos e tudo o mais”, ensina.

O casal também inicia a certificação de ovos orgânicos – a procura na feira é grande. Já nem dão conta com a pequena produção que tem.

“No começo, as pessoas acham os orgânicos feios. Mas quando se cuida do solo, acaba esse problema”, completa Eduardo, exibindo cenouras, abóboras, alfaces e vários tipos de comida sem veneno.

Neste vídeo ao vivo você pode ver todos os mitos sobre o consumo de orgânicos em Londrina serem quebrados.

Se para você preço é um deles, assista ao que dizem os agricultores. “Aqui na nossa feira há produtos com preço até 35% menores do que no supermercado”, assegura.

“A gente paga R$ 30 por um lanche ruim em fastfood e acha normal. Com R$ 30 aqui na feira dá para sair com o suficiente para alimentar uma família inteira por pelo menos uma semana”.

Na transmissão direto da Feira, entrevistamos ainda os produtores

Gustavo Reis – de Guaravera, Londrina
Eduardo e Gabriela (Terra Planta) – de Sabáudia
Rosane (Flor do Campo) – pães integrais, massas e compotas só com orgânicos
Guilherme (Orgânicos Vó Felícia) – Limoeiro
Vani – Café biodinâmico com a Iniciativa Waldorf
Luiz Monobi e Luíza (Sítio Pulsare) – Limoeiro, em Londrina

No mais, clique no link com a transmissão.

E vá à feira de orgânicos da Vila Brasil.

Tudo o que você precisava saber sobre orgânicos em Londrina e não tinha como perguntar

Depois, conte para a gente o que achou desse conteúdo Tp1!

Somos Londrina. Somos Todos por Um.

HORTA JUNTO COM FLORESTA? SIM!

Plantio agroflorestal na Terra Planta
Plantio agroflorestal na Terra Planta

Já viu agricultor ter fã clube?

Pois agora tem!

Domingo, dia 27 de novembro, o Todos por Um levou uma turma de quase 50 consumidores para uma visita à Terra Planta!

Todos saíram de lá encantados com o trabalho que o Eduardo Carriça e a Gabriela Scolari estão desenvolvendo na propriedade.

O casal produz alimentos orgânicos e mais….está semeando uma floresta !

beterraba

Foi uma manhã de aprendizado e alegria.

Ver que é possível aliar agricultura e recuperação ambiental é maravilhoso.

É essa a proposta da técnica agroflorestal que a Terra Planta adotou.

Outros produtores também estavam lá pra entender como é que é esse negócio de plantar árvore e hortaliças tudo junto.

A gente agora é testemunha dessa história.

Dessa mudança que jovens agricultores estão liderando .

Eles merecem todo nosso apoio.

O Todos por Um está aproximando quem produz orgânicos de quem quer comer melhor.

É pra que Londrina tenha uma oferta abundante de comida sem veneno com preços cada vez mais acessíveis.

Na nossa próxima visita, esteja lá também!

Descubra onde e como melhorar a alimentação da sua família.

Somos Londrina. Somos Todos por Um.