Crônica de uma noite inesquecível

A estreia do circulasons, com apresentação de Lívia Nestrovski & Frederico Ferreira e Ná Ozzetti & José Miguel Wisnik, ontem (dia 20), foi daqueles shows que nos acompanham de volta para casa e ficam na memória como uma companhia prazerosa.

A voz de Lívia, forjada nas mais diferentes técnicas, é capaz de soluções impressionantes. Quando parece entrar em um beco sem saída, eis que surge uma nota improvável e surpreendente para escapulir e acariciar o ouvinte. Lívia tem uma capacidade imensa para o improviso, mas seus recursos não caem no mero virtuosismo porque estão a serviço da emoção, que brotou feito um rio e inundou a sala do Ouro Verde.

Importante destacar o trabalho de Fred Ferreira, instrumentista, compositor e arranjador cuja guitarra surge desprovida de clichês, trabalhando como um laboratório de timbres, ritmos e harmonias intimamente enlaçados ao canto de Lívia. Tudo tratado com a ponderação do silêncio, elemento fundamental para o trabalho artesanal e profundo que eles desenvolvem.

Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik entraram em seguida com a excelência característica. Ela, cada vez mais sábia no trato da voz, fugindo dos exageros com uma interpretação limpa e emocionante. Simples e poderosa, Ná Ozzetti segue cada dia melhor.

Com uma habilidade fora do comum para juntar letra e música, Zé Miguel Wisnik é autor de canções capazes de surpreender os ouvidos pelos rumos inesperados, mas sempre bem resolvidos, polidos e acabados. São canções plenas de naturalidade, mesmo quando nascidas da poesia, até mesmo pela cumplicidade com Ná.

Vale ressaltar a qualidade do som. Parecia não haver um intermediário eletrônico entre instrumentos, vozes e público.

O encontro final dos quatro foi impactante. Os duetos de Lívia e Ná marejaram nossos olhos naquele Ouro Verde imerso em sentimentos que nos guiaram de volta para casa e estão aqui, bem guardados. Já fazem parte da gente e seguirão conosco, porque é esse o caminho.

Agradeço por fazer uma pequena parte dessa história, integrando a equipe batalhadora reunida pela incrível Janete El Haouli.

Fotos: Rei Santos

Domingos Pellegrini e as Mulheres esmeraldas

Dois fatos marcaram o ano de 1985 para o escritor londrinense Domingos Pellegrini.

O primeiro, foi uma reportagem especial para a revista Playboy. Pellegrini foi ao Mato Grosso, onde viu garimpeiros enriquecerem do dia para a noite e visitou um raro garimpo de mulheres.

Depois, de volta a São Paulo, onde morava, o escritor testemunhou a comoção nacional pela morte de Tancredo Neves.

Ambos os acontecimentos foram reunidos em um romance, que permaneceu perdido por duas décadas em seu computador.

Recuperado, Mulheres Esmeraldas revela-se atual em suas reflexões.

O livro saiu pela Ed. Gutenberg e será lançado hoje (quinta, 16/08), às 19h, na Livraria da Vila do Aurora Shopping (Av. Ayrton Senna, 400), em Londrina.

No vídeo, Domingos Pellegrini lembra de saborosas histórias dos anos 80. Confira.

Dois fatos marcaram o ano de 1985 para o escritor londrinense Domingos Pellegrini.

O primeiro, foi uma reportagem especial para a revista Playboy. Pellegrini foi ao Mato Grosso, onde viu garimpeiros enriquecerem do dia para a noite e visitou um raro garimpo de mulheres.

Depois, de volta a São Paulo, onde morava, o escritor testemunhou a comoção nacional pela morte de Tancredo Neves.

Ambos os acontecimentos foram reunidos em um romance, que permaneceu perdido por duas décadas em seu computador.

Recuperado, Mulheres Esmeraldas revela-se atual em suas reflexões.

O livro saiu pela Ed. Gutenberg e será lançado hoje (quinta, 16/08), às 19h, na Livraria da Vila do Aurora Shopping (Av. Ayrton Senna, 400), em Londrina.

No vídeo, Domingos Pellegrini lembra de saborosas histórias dos anos 80. Confira.

Paulo Freire encontra o Curupira

Se tem um justiceiro que protege a mata, é o Curupira.
Com ele, não adianta espingarda, valentia ou cara feia.
Se você fizer mal à floresta, fique certo de que ele vai aparecer.
E, às vezes, o Curupira ganha até a ajuda dos homens contra os agressores da natureza.
Foi o que aconteceu com o violeiro Paulo Freire, que contou tudinho para o público que esteve no 8º Encontro de Contadores de Histórias de Londrina, o Ecoh, realizado em março.
Vai vendo…
 

HORTA JUNTO COM FLORESTA? SIM!

Plantio agroflorestal na Terra Planta
Plantio agroflorestal na Terra Planta

Já viu agricultor ter fã clube?

Pois agora tem!

Domingo, dia 27 de novembro, o Todos por Um levou uma turma de quase 50 consumidores para uma visita à Terra Planta!

Todos saíram de lá encantados com o trabalho que o Eduardo Carriça e a Gabriela Scolari estão desenvolvendo na propriedade.

O casal produz alimentos orgânicos e mais….está semeando uma floresta !

beterraba

Foi uma manhã de aprendizado e alegria.

Ver que é possível aliar agricultura e recuperação ambiental é maravilhoso.

É essa a proposta da técnica agroflorestal que a Terra Planta adotou.

Outros produtores também estavam lá pra entender como é que é esse negócio de plantar árvore e hortaliças tudo junto.

A gente agora é testemunha dessa história.

Dessa mudança que jovens agricultores estão liderando .

Eles merecem todo nosso apoio.

O Todos por Um está aproximando quem produz orgânicos de quem quer comer melhor.

É pra que Londrina tenha uma oferta abundante de comida sem veneno com preços cada vez mais acessíveis.

Na nossa próxima visita, esteja lá também!

Descubra onde e como melhorar a alimentação da sua família.

Somos Londrina. Somos Todos por Um.

A INCRÍVEL TINTA DE TERRA DA COR DE LONDRINA

Por

Marcelo Frazão

Londrina – Só em Londrina mesmo.

Imagine uma tinta que mistura a cor da terra de Londrina com história, cola, química e quebra de modelos – inclusive os mentais.

Essa tinta existe – qualquer um pode fazê-la – e foi aprimorada pelo professor de Química Moisés de Oliveira, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Ele mesmo pintou parte da própria casa onde mora com a criação. “Não sai nunca. A durabilidade e a beleza dela são indescritíveis”, conta o professor.

A tinta de terra vermelha é adaptada de uma técnica descrita em um manual da Universidade Federal de Lavras (MG) a que o professor Moisés teve acesso.

Mas as histórias que envolvem a tinta de terra vermelha causam reflexão e formam um contexto desafiador sobre tudo aquilo que nós mesmos podemos fazer – e não fazemos.

Os jornalistas Ranulfo Pedreiro e Christina Mattos produziram um material fantástico sobre a tinta de terra vermelha e a ação criativa-filosófica deste químico.

Além da história, trata-se de uma tinta barata, inteligente, curiosa – e de baixíssimo custo.

Quem esteve presente ao evento “Histórias TpÚnicas sobre Londrina”, no começo de 2016, aprendeu AO VIVO a fazer essa tinta que é uma provocação.

Chris Mattos, Moisés de Oliveira e Ranulfo Pedreiro
Chris Mattos, Moisés de Oliveira e Ranulfo Pedreiro

O material tornou-se a prova da possibilidade de quebrar regras e sair do padrão fazendo algo extremamente simples.

“A reação dos pintores a essa provocação de pintar com terra vermelha foi uma das coisas mais interessantes do processo”, conta Moisés ao Todos por Um.

Clique e assista a mais esse CONTEÚDO TpÚnico com a cara de Londrina.

Impressione-se!

Somos Londrina. Somos Todos por Um.