whats (43) 9 9156.9145

A árvore que habito

A árvore que habito

Por Gabriela da Mota Ferreira –
Quando criança costumava habitar as árvores do quintal, era a brincadeira que mais gostava. Dividia galhos com pássaros, insetos, ficava horas naquele pequeno “mundo” na copa de uma árvore, vez ou outra, aqueles galhos me abraçavam, custava a descer dali.
Esse anseio, essa curiosidade em observar e aprender com a natureza virou profissão, me formei bióloga, virei plantadora de árvores. Quando nos permitimos vivenciar, sentir e ouvir a Natureza, nos deparamos com um sentimento de completude, de satisfação, afinal, somos parte dela.
Na correria do dia a dia, deixamos de lado esse contato com a natureza, deixamos de experimentar, de nos conectar a ela. E não precisamos comprar uma casa no campo ou ir para um camping, não é só assim que conseguimos desfrutar da Natureza. Basta apenas observar o “verde” ao seu redor, uma pequena planta, uma árvore na sua rua ou visitar uma praça próximo ao seu bairro.
O jornalista, escritor, pesquisador e ativista, Richard Louv, criou o termo Transtorno de Déficit de Natureza (TDN). Num mundo com tantos déficits, eu desconhecia esse, em especial, o déficit de Natureza.
A pesquisa explora o que a falta de contato com a natureza pode prejudicar no desenvolvimento infantil. Algumas abordagens salientam, que a falta desse convívio na infância, com animais e plantas, possa desencadear adultos mais estressados, obesos e doentes. Louv também cunhou o termo Vitamina N, (“Vitamina N: Um Guia essencial para uma Vida Mais Rica em Natureza.”), sugerindo mais prescrições médicas com recomendação dessa tal vitamina que é a Natureza.
 

 
Os benefícios do “verde” em nós são notáveis, eu digo que as plantas são seres encantados, nos transmitem a sensação de bem-estar, de relaxamento, nos sentimos mais dispostos e essas potencialidades terapêuticas da natureza vem sendo exploradas por médicos, cientistas e pesquisadores.
Compartilho dessa experiência e experimentação diária da contemplação do “verde”, e acreditem, é sensacional. Aprendi a observar desde um pequeno inseto, uma flor, a construção atrapalhada dos ninhos das pombas. Hoje, não habito mais as árvores do quintal, mas elas habitam em mim.
 

Gabriela da Mota Ferreira é mãe, bióloga, consultora ambiental e colaboradora do Tp1.  Se gostou, compartilhe o post e deixe uma mensagem. Esperamos que o conteúdo seja um estímulo para você desfrutar e cuidar mais da natureza. Não deixe de acompanhar a nossa agenda de eventos. Regularmente, oferecemos “banhos de natureza”.

 
 
 

Leave a Reply