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BETO RICHA CORTA R$ 6 MILHÕES DA UEL. E AGORA?

por Marcelo Frazão

Londrina – Lembram-se daquela reunião histórica do dia 11 de março, liderada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL)?

O assunto está detalhado neste post aqui:

http://tp1.com.br/index.php/2017/05/12/com-a-uel-a-frente-universidades-divulgam-a-carta-de-londrina/

Foi quando todas as universidades públicas estaduais se insurgiram contra o governo do Paraná, que deseja “enquadrar” todo mundo no sistema da META 4 .

Além de sérias restrições orçamentárias e falta total de investimentos, UEL, UEM, UEPG, Unespar, Unioeste, Unicentro e Unespar reagiram à integração ao sistema de gerenciamento de folha de pagamento – hoje realizada pelas estaduais em softwares próprios, habilitados pela Secretaria de Fazenda do Paraná.

As medidas ferem de morte a autonomia gerencial das universidades, denunciam os próprios reitores das instituições.

Pois agora veio a resposta do governador Beto Richa.

Segundo comunicado da UEL, o governo bloqueou R$ 6,058 milhões do orçamento impedindo o uso de recursos arrecadados pela própria instituição. O comunicado da UEL é de que o dinheiro foi “congelado” na noite de terça-feira (30), perto das 18 horas.

Em uma reunião de emergência convocada pelo reitor em exercício, Ludoviko Carnasciali dos Santos, os diretores dos nove Centros de Estudos foram informados sobre a retaliação do governo.

A UEL aponta que a medida afeta atividades de forma direta, no ensino, pesquisa e extensão:

  • Estão suspensos o pagamento de bolsas aos estudantes indígenas

  • Impossibilidade de compra de materiais de limpeza e insumos utilizados em laboratórios de pesquisas

  • Impedimento de gastos com manutenção de equipamentos

 De forma geral, indica a UEL, “a decisão do governo estadual prejudica o andamento de projetos e programas desenvolvidos por alunos e professores dos cursos de graduação”.

Em nota oficial, o reitor em exercício da UEL considerou que “o bloqueio destes recursos afeta o andamento de todas as nossas atividades acadêmicas”

O assunto também foi levado ao Conselho de Administração (CA) e a Conselho Universitário, instância máxima da UEL, que deve debater o tema na sexta-feira.

A UEL promete entrar novamente na Justiça – já questiona a META 4 no TJ – e ainda solicitar uma audiência com o governador. Além da UEL, também a UEM e Unioeste tiveram dinheiro bloqueados pelo governo.

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